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Alemanha vai deportar australiano que ter-se-á juntado ao Daesh

Um australiano que alegadamente se juntou a um grupo que combate ao Daesh na Síria vai ser deportado pela Alemanha, informou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Reuters/Arquivo

Reuters/Arquivo

© Stringer . / Reuters

Os "media" australianos relataram que Ashley Dyball foi detido na Alemanha depois de ter viajado para a Europa para uma pausa no seu trabalho com uma milícia curda conhecida como YPG (Unidades de Proteção Popular), de ideologia progressista que combate os extremistas do EI pela autonomia do território curdo na Síria.

"Estamos a par de que o senhor Dyball foi detido pelas autoridades alemãs em Berlim", disse uma porta-voz do Departamento de Assuntos Estrangeiros e Comércio à agência noticiosa AFP via e-mail, dando conta de que "um tribunal alemão decidiu que o senhor Dyball vai ser deportado para a Austrália", mas sem indicar, porém, quais as acusações que pendem contra Ashley Dyball.

As autoridades australianas têm estado cada vez mais preocupadas com os cidadãos que viajam para o Iraque e para a Síria para combater nas fileiras de grupos extremistas, como o Daesh, estimando em cerca de uma centena os nacionais que atualmente lutam na região e em 45 o número dos que morreram em combate.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros não facultou mais informações sobre o caso de Dyball, além de dizer que recebe assistência consular e que se encontram a colaborar com as autoridades alemãs.

A família de Dyball, que no passado viajou para a Síria para o tentar convencer a regressar a casa, também o instou a voltar para a Austrália.

"É hora de voltares a casa Ashley", disse a família num comunicado através de um porta-voz à televisão ABC.

"Por favor não lutes contra a deportação para a Austrália", refere a mesma nota, indicando que o assunto tem de ser resolvido na Austrália e "não em território estrangeiro". "É hora de limpares o teu nome dado que não fizeste nada de errado", diz.

Falando ao programa televisivo "60 minutos" na Síria, no início do ano, Dyball disse que estava a realizar trabalho humanitário no país.

Com Lusa

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