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ONG afirma que situação política no Egito "empurra jovens para o jihadismo"

Vários peritos de organização não-governamental (ONG) egípcia consideraram hoje que a situação política no Egito, depois do golpe militar de 2013 que derrubou o presidente islamita Mohamed Morsi, "empurra os jovens para o jihadismo".

Fotografia tirada numa manifestaçºao no Cairo, em 2013. A ONG relata o caso de um jovem que depois de ver a inutilidade de participar em manifestações contra o regime, após o golpe militar contra Morsi, decidiu juntar-se ao jihadismo.

Fotografia tirada numa manifestaçºao no Cairo, em 2013. A ONG relata o caso de um jovem que depois de ver a inutilidade de participar em manifestações contra o regime, após o golpe militar contra Morsi, decidiu juntar-se ao jihadismo.

© Amr Dalsh / Reuters (Arquivo)

"A frustração pela impossibilidade de que haja uma mudança pacífica e a situação política tão dura que se vive no Egito empurram os jovens a juntarem-se a grupos 'jihadistas'", disse à agência noticiosa espanhola EFE Sherif Mohialdin, perito em luta antiterrorista da ONG Iniciativa Egípcia dos Direitos Pessoais.

Mohialdin estudou os casos de 12 jovens que se juntaram a grupos extremistas, falando com familiares e amigos no Egito.

Um dos casos é o de um jovem do bairro islamita de Kerdasa, no sudoeste do Cairo, que depois de ver a inutilidade de participar em manifestações contra o regime, após o golpe militar contra Morsi, decidiu juntar-se ao jihadismo, disse.

O jovem de Kerdasa, que não foi identificado por Mohialdin, desapareceu há um ano e a família desconhece o seu paradeiro.

De acordo com os amigos, ele considerava que o movimento da Irmandade Muçulmana, principal força política egípcia ilegalizada em 2013, "não tinha uma ideia clara sobre o 'jihadismo'".

Para o perito, Síria e Iraque atraem mais futuros 'jihadistas' que outras regiões, como a península egípcia do Sinai, "por o significado do 'jihadismo' ser mais claro naquelas zonas, do que em confrontos com o regime egício".

Mohialdin admitiu que alguns egípcios também aderem ao braço do grupo extremista Estado Islâmico (EI) no Sinai, conhecido como Wilayat Sina (ou província do Sinai).

É possível que alguns jovens da Irmandade Muçulmana estejam a participar em alguns atentados de menor dimensão no Egito, apesar de "não ser fácil para alguns deles juntarem-se ao EI por terem de abandonar a Irmandade, uma vez que o EI excomunga a Irmandade Muçulmana", disse.

Numa conferência organizada esta semana por esta ONG sobre as razões que levam os jovens a juntarem-se a grupos extremistas, o perito em movimentos islamitas Kamal Habib sublinhou que "o pensamento 'wahabi' (dominante na Arábia Saudita), bem como o do falecido líder da Irmandade Muçulmana Saib Koto (morto em 1966) são mais influentes na ideologia dos jihadistas" que o Alcorão.

Kamal Habib falou sobre três gerações de jihadistas. A primeira combateu no Afeganistão contra os soviéticos na década de 1980, com o apoio de vários países como a Arábia Saudita e os Estados Unidos.

De acordo com Habib, esta geração foi a responsável pelos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. A segunda geração de 'jihadistas' formou-se depois da invasão do Iraque em 2003.

Para este especialistas, a terceira geração foi a responsável pela criação do Estado Islâmico, depois do fracasso das revoluções da chamada 'primavera árabe', e pela marginalização do "projeto jihadista" da rede terrorista Al-Qaeda.

O especialista qualificou de "anárquicos e caóticos" os grupos extremistas que operam no Iraque e na Síria e considerou que os jovens se sentem atraídos "pelo mundo de ficção" e promessas "de um novo mundo" vendidas por estes movimentos.

Lusa

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