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Confrontos entre milicianos e apoiantes de governo de Tripoli fazem 7 mortos

Confrontos ocorridos entre alegados milicianos do autoproclamado Estado Islâmico e fiéis ao governo líbio instalado em Tripoli, na cidade de Sabratah, a cem quilómetros da capital, causaram seis mortos entre os primeiros.

© Ismail Zetouni / Reuters

Fontes oficiais adiantaram à Efe que também morreu um miliciano pró governamental, além de outros que ficaram feridos.

Há também a registar a morte de uma mãe e dois filhos, com a mulher a imolar-se depois de conhecer o estado dos filhos.

A região de Sabratah, a escassos 150 quilómetros da fronteira com a Tunísia, é palco de combates desde que há duas semanas aviões de combate dos EUA mataram 150 pessoas, na sua maioria tunisinos, num bombardeamento de alegados alvos do ramo líbio daquele grupo.

O Pentágono explicou o ataque com o objetivo de matar Nourdine Chouchane, um conhecido dirigente extremista tunisino, que é acusado de instigar dois dos três atentados ocorridos em Tunes em 2015 e lutar nas fileiras do grupo na Síria e no Iraque.

Pouco depois, tropas do governo de Tripoli prosseguiram com a operação por terra contra a citada célula em Sabratah, o que colocou as forças tunisinas em estado de alerta, por receio de que os milicianos do grupo fugissem para a Tunísia.

As zonas desérticas do sul da Tunísia, que se entendem entre a Líbia e a Argélia, tornaram-se nos últimos anos um local de encontro e passagem de centenas de milicianos e candidatos a milicianos, procedentes de todos os pontos do Sahel e do norte de África, que pretendem juntar-se à luta armada na Líbia.

Este país é um Estado falhado, mergulhado no caos e na guerra civil, desde que em 2011 a NATO contribui militarmente para a vitória dos rebeldes sobre o agora extinto regime Muammar Kadhafi.

Nos últimos anos, milícias radicais têm aproveitado o conflito político entre os governos rivais de Tripoli e Tobruk para se instalarem em diversas partes da Líbia, instalar um bastião no porto mediterrânico de Sirte e estender a instabilidade ao resto do Norte de África, designadamente à Tunísia.

Lusa

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