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Iraque promete reagir a ataque químico do Daesh

O primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, prometeu hoje ripostar ao ataque químico levado a cabo, na quarta-feira, pelo Daesh contra a província de Kirkuk.

(Arquivo)

(Arquivo)

© Stringer . / Reuters

O ataque à cidade de Taza (220 quilómetros a norte de Bagdade) "não ficará impune", assegurou Abadi em comunicado hoje citado pela agência de notícias France Presse.

Fátima Samir, uma menina de 3 anos de idade, morreu na sexta-feira na sequência do ataque, devido a "complicações respiratórias e insuficiência renal (...) causadas pelo gás mostarda usado pela EI", disse, por seu turno, Masrour Aswad, membro da Comissão de Direitos Humanos do Iraque.

A criança foi uma das dezenas de pessoas hospitalizadas na quarta-feira após o bombardeamento de Taza.

Entretanto, o ministro da saúde do Irão, Hasán Ghazizadeh Hashemí, anunciou também hoje a decisão de enviar uma equipa médica especial para o local, "para tratar as vítimas do ataque químico do EI" no Iraque.

Não é a primeira vez que, supostamente, o Daesh utiliza armas químicas contra o Iraque, já em agosto do ano passado a Alemanha acusou aquele grupo de utilizar cloro para atacar as forças curdas no norte do país.

Um elemento do Instituto Nacional de Direitos Humanos acredita que o tóxico utilizado esta semana no ataque químico terá sido cloro, enquanto as autoridades locais admitem que o Daesh tenha usado gás mostarda.

A France Presse adianta que ainda não há certezas, uma vez que os peritos continuam a analisar amostras no local.

Lusa

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