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Maioria dos combatentes europeus na Síria e Iraque são de quatro países

Cerca de 4.000 europeus viajaram para a Síria e Iraque para se juntarem a grupos extremistas, a maioria dos quais são de apenas quatro países da União Europeia (UE), segundo um estudo divulgado hoje.

Alexander Kots / AP

Dos 3.922 a 4.294 combatentes estrangeiros que se calcula serem de Estados membros da UE, 2.838 vieram da Bélgica, Reino Unido, França e Alemanha, informou o Centro Internacional de Contraterrorismo em Haia.

Utilizando dados fornecidos por 26 dos países do bloco europeu, o centro de reflexão independente determinou que cerca de 30% já regressaram a casa e que à volta de 14% foram mortos em combate.

O centro descobriu ainda que não existe "um perfil claro" de combatente estrangeiro. Cerca de 17% do grupo eram mulheres e até 23% eram convertidos ao islamismo.

Mais de 90% vieram de grandes áreas metropolitanas, bastantes dos mesmos bairros sugerindo que o "processo de radicalização" é curto e "frequentemente envolve círculos de amigos que se radicalizam como grupo e decidem partir em conjunto para a Síria e Iraque".

O relatório -- realizado antes dos atentados de 22 de março em Bruxelas -- reitera que a Bélgica conta com o maior número de combatentes estrangeiros 'per capita' da União Europeia.

Entre setembro de 2014 e setembro de 2015 existiriam cerca de 30.000 combatentes estrangeiros de 104 países no Iraque e na Síria.

"Especialistas e responsáveis da administração têm vindo cada vez mais a alertar para o potencial de ameaça à segurança que tal pode colocar à Europa e não só", refere o relatório.

Segundo o Centro Internacional de Contraterrorismo, embora os países europeus tenham reforçado a segurança nacional e os controlos fronteiriços, apenas em nove tornar-se um combatente estrangeiro foi criminalizado.

Também são poucos os países que têm qualquer tipo de programa de reintegração para os que regressam das zonas de conflito.

Além disso, a mudança de padrão dos combatentes estrangeiros, incluindo a radicalização de mulheres e dos muito jovens, assim como dos com possíveis problemas mentais, ainda não se traduz em políticas orientadas.

O Centro Internacional de Contraterrorismo recomenda que a UE crie um sistema de informação interno, considerando existir "uma clara necessidade de um enquadramento efetivo (e centralizado) de monitorização e avaliação" para analisar o impacto das políticas existentes.

Lusa

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