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Pena máxima para responsável na Bélgica de recrutamento para a Síria

Um dos chefes da rede jihadista na Bélgica, Khalid Zerkani, foi hoje condenado a 15 anos de prisão sob a acusação de ter recrutado e enviado numerosos jovens para a Síria, incluindo os autores dos atentados de Paris.

© Yves Herman / Reuters

A sentença foi decretada pelo tribunal de apelação de Bruxelas, e após este marroquino de 42 anos, ativo no bairro bruxelense de Molenbeek entre 2012 e 2014, ter apelado da condenação em primeira instância a 12 anos de prisão, em julho de 2015.

No entanto, a jurisdição superior aplicou hoje o arguido, que não compareceu na audiência por motivos não especificados, a pena máxima de 15 anos por ter dirigido um grupo terrorista.

A deliberação, anunciada num palácio da justiça sob apertada vigilância, o tribunal sublinhou o "cinismo" daquele que era designado por "Pai Natal" pelos seus jovens discípulos, a quem fornecia o dinheiro necessário para seguirem em direção à Síria.

Zerkani, que negou sempre todas as acusações, adotou uma atitude de "manifesta denegação", prova da sua "ausência total de arrependimento", segundo a instância.

Na abertura do processo desta rede na primavera de 2015, perante um tribunal de Bruxelas, apenas 13 dos 39 suspeitos estiveram presentes, incluindo Zerkani, com os restantes 19 a serem considerados como ainda envolvidos na zona dos conflitos, ou já mortos.

Entre os ausentes figurava designadamente Chakib Akrouh, que integrou os comandos jihadistas de 13 de novembro de 2015 em Paris, e que se fez explodir durante o assalto policial de Saint-Denis, na região parisiense, cinco dias depois, e ainda o belgo-marroquino Abdelhamid Abaaoud, presumível organizador dos atentados de Paris e morto na mesma ação policial.

Zerkano, detido desde 2014, é ainda acusado de ter dirigido outra rede jihadista, e a seu pedido será julgado separadamente, e posteriormente, neste caso.

Lusa

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