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Desmantelada célula do Daesh em Marrocos

As autoridades marroquinas desmantelaram uma "célula terrorista" composta por três pessoas que recebeu instruções do Daesh para criar um núcleo 'jihadista' no norte de Marrocos, divulgou hoje o governo marroquino.

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"O departamento central de investigação judicial (...) conseguiu desmantelar no dia 29 de abril uma célula terrorista composta por três indivíduos, que operavam na cidade de Nador (nordeste) e eram partidários do autodenominado Estado Islâmico", indicou o Ministério do Interior marroquino, num comunicado.

"Os suspeitos receberam instruções por parte do Daesh [acrónimo árabe do grupo extremista Estado Islâmico] para a criação de um 'emirado' no norte do reino [de Marrocos], que seria responsável pela preparação de um conjunto de atentados suicidas com recurso a veículos armadilhados contra alvos vitais e sensíveis do reino, com o apoio logístico do grupo terrorista", acrescentou a mesma nota informativa.

Os três suspeitos irão comparecer em tribunal no final da investigação em curso, a decorrer sob a supervisão do Ministério Público.

Em finais de março passado, as autoridades marroquinas já tinha anunciado o desmantelamento de uma outra "célula terrorista" com ligações ao EI na Líbia. A célula, composta por nove pessoas, estaria a preparar "atentados terroristas" no reino.

No início deste ano, o diretor do departamento central de investigação judicial, Abdelhak Khiame, afirmou, em declarações à comunicação social, que "a Líbia era a terra de eleição dos 'jihadistas' no norte de África".

O responsável disse então que o estabelecimento do EI no território líbio constituía "uma ameaça para a região do Magrebe árabe e para os países do Mediterrâneo".

As autoridades marroquinas têm efetuado nos últimos meses vários anúncios sobre o desmantelamento de células relacionadas com o EI e a prisão de presumíveis recrutadores do grupo radical sunita.

Segundo Rabat, mais de 152 "células terroristas" foram desmanteladas desde 2002, das quais 31 desde o início de 2013. Estas últimas com ligações estreitas com grupos extremistas que operam no Iraque e na Síria.

Um instituto especializado na área da segurança estratégica indicou, em dezembro último, que o número de combatentes 'jihadistas' presentes na Síria e no Iraque duplicou em um ano e meio, atingindo pelo menos 27 mil.

Entre os combatentes 'jihadistas', oito mil são oriundos da região do Magrebe. A Tunísia é o país com mais combatentes, com cerca de seis mil nos territórios sírio e iraquiano, de acordo com o Soufan Group.

Lusa