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Daesh executa 19 mulheres por recusarem ser escravas sexuais

Os jihadistas do Daesh executaram 19 mulheres em público, depois destas recusarem fazer fazer relações sexuais com os militantes. Segundo as informações dadas por uma testemunha, o Daesh queimou as mulheres até à morte.

(Arquivo)

(Arquivo)

As mulheres foram levadas para Mossul como escravas sexuais dos jihadistas.

Foram enjauladas e expostas em frente de milhares de pessoas.

"Ninguém pôde fazer nada para as salvar daquele castigo brutal", disse uma testemunha à agência síria ARA.

As Nações Unidas estimam que o Daesh tenha sob controlo cerca de 3.500 mulheres e crianças yazidis, como escravas.

O grupo extremista tem realizado atos brutais contra os yazidis, crentes da religião antiga, que consideram ser "seguidores do diabo".

A partir dos oito anos, os rapazes yazidis são forçados a converter ao Islamismo, para depois tornarem-se soldados ou bombistas suicidas.

Skye Wheeler dos Human Richts Watch disse: "Quanto mais tempo o Daesh tiver controlo sobre estas pessoas, mais terríveis se tornam as suas vidas. As mulheres são compradas, vendidas, brutalmente violadas e os seus filhos retirados".

Em agosto de 2014, cerca de 5 mil pessoas foram mortas e 400 mil forçadas a fugir, quando o Daesh avançou e ganhou poder nas áreas yazidis em Sinjar, no Iraque.

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