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Homem que matou polícia e mulher em França era do Daesh

Um polícia francês e a mulher foram mortos em casa por um vizinho que pertencia ao Daesh, esta segunda-feira, na localidade de Magnanville, nos arredores de Paris. A agência ligada à organização terrorista Estado Islâmico anunciou entretanto que o ataque foi perpetado por um dos seus "combatentes". O homem já tinha sido condenado por ligações terroristas.

O homem esfaqueou o polícia até à morte quando este chegava a casa e fez reféns a mulher e o filho, dentro da residência da família, por volta das 21:00 locais (20:00 de Lisboa).

Depois de algumas horas e várias trocas de tiros, a polícia de elite acabou por abater o atirador, mas quando entrou na casa a mulher do polícia encontrava-se já sem vida. O filho do casal, uma criança de três anos, foi encontrado ileso.

O alegado autor do duplo homicídio, identificado como Larossi Abballa, tinha 25 anos e foi condenado em 2013 por participar numa fileira jihadista, entre a França e o Paquistão, segundo a AFP, que cita várias fontes não identificadas.

Julgado com outros sete réus, foi condenado a três anos de prisão, com seis meses de pena suspensa, por "associação criminosa com vista à preparação de atos terroristas", segundo uma fonte próxima do processo.

Era oriundo de Mantes-la-Jolie, a cerca de 60 quilómetros a oeste de Paris.

A confirmação de que o homem pertencia ao Daesh foi avançada pela agência Amaq, ligada aquela organização terrorista:

"Um combatente do Estado Islâmico matou um vice-comandante da polícia da cidade de Les Mureaux, assim como a sua mulher com armas brancas perto de Paris".

Não se sabem as motivações do crime, mas as autoridades francesas estão a investigar o caso.

Com Lusa

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