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Três detidos no caso de jihadista que matou polícia e mulher em Paris

A polícia francesa deteve três pessoas de 27, 29 e 44 anos, no caso do jihadista francês Larossi Abballa que na segunda-feira matou um casal de agentes policiais em Magnanville, nos arredores de Paris.

© Christian Hartmann / Reuters

As forças de segurança encontraram na residência do casal de agentes, onde ocorreu o atentado, uma lista de alvos que incluía personalidades públicas, jornalistas, polícias e músicos, disse o procurador antiterrorista de Pais François Molins.

O ataque foi divulgado pouco depois do final do jogo do Euro 2016 Bélgica-Itália, em Lyon (nordeste).

Na segunda-feira, pouco depois das 20:00 (19:00 em Lisboa), o atacante, de 25 anos, matou à facada um agente à paisana, antes de se entrincheirar na residência da vítima em Magnanville (oeste de Paris) e de ser abatido no assalto da unidade de elite da polícia francesa RAID.

Na casa, foi descoberto o corpo da mulher do agente, de 36 anos, degolada. A polícia encontrou também o filho do casal, de três anos e meio, "em estado de choque", mas ileso.

Durante as negociações com a força de intervenção, "o homicida indicou ser muçulmano praticante, observar o ramadão (jejum) e explicou ter jurado fidelidade há três semanas ao comandante dos crentes do [grupo extremista] Estado Islâmico (EI), Abu Bakr al-Baghdadi. Acrescentou ter respondido a um comunicado deste emir que pedia, e passo a citar, a 'morte dos infiéis, nas suas casas com as suas famílias'", explicou o procurador.

Larossi Abballa "indicou saber que a vítima era um agente policial e ameaçou fazer explodir tudo se a polícia entrasse no local", sublinhou Molins.

Às 20:52 (19:52 em Lisboa), Abballa enviou um vídeo de 12 minutos a uma centena de contactos e duas mensagens na rede social Twitter, através de uma conta aberta no início de junho, a reivindicar o ataque.

Algumas horas depois do ataque, a agência Amaq, ligada ao EI, noticiava que "um combatente" do grupo tinha matado o casal, perto de Paris.

Aballa tinha sido condenado em setembro de 2013 a três anos de prisão por ter participado numa rede de envio para o Paquistão de voluntários para a 'jihad' (guerra santa). O inquérito tornou evidente o perfil preocupante de Abballa, conhecido até então por delitos menores (roubo, recetação).

Foi libertado após o julgamento devido ao tempo passado em detenção preventiva. "Durante a detenção, empenhou-se em ações de conversão ao islamismo radical", identificadas e notadas pela administração penitenciária.

Larossi Abballa era "alvo de investigações conduzidas por um magistrado antiterrorista" desde 2016 sobre uma rede 'jihadista' síria.

Foi no âmbito deste inquérito que foi colocado sob escuta. Estes "registos telefónicos e geolocalizações" realizados "através de várias linhas telefónicas não permitiram, até hoje, encontrar qualquer elemento" sobre "a preparação e uma passagem a atos violentos",

O ataque de Magnanville foi perpetrado sete meses depois dos atentados de Paris, que causaram 130 mortos a 13 de novembro, e dois dias após o tiroteio de Orlando (Estados Unidos), no qual morreram 49 pessoas e 53 ficaram feridas numa discoteca 'gay'.

Estes atentados foram reivindicados pelo EI.

Lusa

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