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CIA reconhece que Daesh continua capaz de fazer ataques apesar dos esforços internacionais

O Daesh mantém a capacidade de realizar ataques terroristas em todo o mundo apesar dos esforços da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos, reconheceu hoje o diretor da agência de serviços secretos norte-americana (CIA).

(Arquivo)

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"Infelizmente, apesar dos nossos progressos contra o Estado Islâmico (EI) no campo de batalha e na área financeira, os nossos esforços não reduziram a sua capacidade de efetuar atentados terroristas de alcance mundial", afirmou John Brennan, numa comissão no Senado norte-americano (câmara alta do Congresso norte-americano).

"À medida que a pressão aumenta" sobre o EI no Iraque e na Síria, "acreditamos que [o grupo extremista] vai intensificar a campanha a nível mundial" para continuar a ser a organização terrorista mais poderosa, declarou o representante norte-americano.

Segundo John Brennan, o grupo sunita radical estará a treinar potenciais autores de ataques e a tentar destacá-los para novos atentados.

Sobre as operações no terreno, o diretor da CIA destacou "vários indicadores importantes", nomeadamente a perda de territórios no Iraque e na Síria e o enfraquecimento do poder de recrutamento.

"Um número crescente de combatentes [do EI] está desiludido" e o grupo extremista tem cada vez mais dificuldades em reforçar as suas fileiras e recrutar novos combatentes, explicou ainda Brennan.

Apesar de continuarem a gerar receitas, os "jihadistas" também têm perdido recursos financeiros, acrescentou o representante.

"O EI continua a ser um adversário terrível", sublinhou.

John Brennan falou no Senado no mesmo dia em que o Presidente norte-americano, Barack Obama, vai à cidade de Orlando (Florida) para prestar homenagem às vítimas do tiroteio ocorrido no passado fim de semana numa discoteca 'gay'.

O ataque, entretanto reivindicado pelo Daesh, foi considerado como o pior atentado em território norte-americano desde os atentados do 11 de setembro (2001).

No domingo passado, Omar Mateen, um cidadão norte-americano filho de afegãos que jurou lealdade ao Daesh, abriu fogo numa discoteca frequentada pela comunidade homossexual. No atentado morreram 49 pessoas e outras 53 ficaram feridas.

Com Lusa

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