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Pelo menos 34 soldados pró-governamentais mortos em confrontos com jihadistas

Pelo menos 34 membros das forças pró-governamentais foram hoje mortos em violentos combates com os jihadistas do Daesh no seu bastião de Syrte, referiu uma fonte médica.

© Stringer . / Reuters

O dia de hoje foi o mais sangrento para as forças governamentais desde o início em 12 de maio da sua ofensiva para retomar a cidade de Syrte (centro-norte) aos 'jihadistas'.

Num país mergulhado na crise e em conflitos sucessivos desde a queda do regime de Muammar Kadhafi em 2011, 29 pessoas também foram hoje mortas e dezenas feridas na explosão de um depósito de armamento numa cidade a leste da capital Tripoli, após confrontos entre habitantes armados e milícias, referiram responsáveis locais.

Em Syrte, 450 quilómetros a leste de Tripoli, violentos combates opuseram as forças do GNA (Governo de união nacional), reconhecido pela comunidade internacional, aos 'jihaadistas', uma cidade que controlam desde 2015, segundo o comando militar.

"As nossas forças avançam em todas as frentes contra as posições dos "jihadistas", apoiadas por artilharia pesada e aviação", acrescentou.

Um novo balanço de fonte médica em Misrata citada pela agência noticiosa France-Presse "há 34 mortos e 100 feridos" entre as forças pró-governamentais em Syrte.

A ofensiva permitiu às forças pró-GNA retomar diversas localidades e posições ocupadas pelo Daesh desde a cidade de Misrata, sede do comando da operação militar, em direção a Syrte, onde conseguiram entrar em 9 de junho antes de cercarem os "jihadistas" numa zona residencial de cinco quilómetros quadrados.

Misrata está situada a cerca de 200 quilómetros a oeste de Syrte, com as poderosas milícias desta cidade a formarem o principal núcleo das forças pró-GNA envolvidas na ofensiva.

Desde o início desta operação, e segundo fontes médicas, já foram mortos cerca de 200 membros das forças leais ao GNA, e centenas feridos. O balanço global das baixas 'jihadistas' é desconhecido.

Um general norte-americano, e numa referência à situação na Líbia, admitiu hoje "não saber" de os Estados Unidos possuem uma "forte estratégia" para a guerra neste país do norte de África.

O general Thomas Waldhauser, designado para a chefia do Comando África das Forças armadas dos Estados Unidos, disse que não perspetiva necessariamente uma alteração do atual envolvimento norte-americano.

Atualmente, a presença dos EUA na Líbia é muito limitada, apesar de entre 5.000 a 8.000 combatentes do Daesh permaneceram no terreno, segundo as estimativas.

Pequenas equipas norte-americanas de operações especiais estão envolvidas no conflito para a recolha de informações e a aviação dos EUA já promoveu pelo menos dois ataques, mas a administração de Barack Obama optou apenas pelo envolvimento das forças pró-governamentais no combate direto aos "jihadistas".

"Não estou ao corrente neste momento de qualquer estratégia consistente", disse Waldhauser no decurso de uma audiência no Senado.

O militar considerou ainda que o atual número, não especificado, de tropas norte-americanas na Líbia é de momento suficiente.

Com Lusa

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