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Cerca de 740 homens e rapazes desaparecidos após "reconquista" de Fallujah

Cerca de 740 homens e rapazes estão desaparecidos no Iraque após serem detidos pelas milícias que participaram nos combates com o exército iraquiano para retomar Fallujah aos 'jihadistas' do Daesh, referiu hoje um enviado da ONU.

© Thaier Al-Sudani / Reuters

A missão das Nações Unidas no Iraque recebeu informações credíveis que indicam torturas, execuções e sequestros efetuados pelas milícias e forças de segurança iraquianas no decurso da ofensiva militar para retomar este antigo bastião do EI, referi o enviado especial Jan Kubis perante o Conselho de Segurança.

A "libertação total" desta cidade foi proclamada no final de junho pelas forças iraquianas.

Os responsáveis da ONU determinaram que 95 homens estão em destino desconhecido após terem sido detidos em 25 de maio pelas milícias que combatem integradas nas Unidades paramilitares xiitas da mobilização popular (Hachd al-Chaabi), segundo Jan Kubis.

O enviado especial acrescentou que 643 homens, adolescentes e crianças são ainda considerados desaparecidos após terem sido detidos em 05 de junho por grupos filiados nas mesmas unidades paramilitares quando deixavam a povoação de Saqlawiya, situada cerca de dez quilómetros a noroeste de Fallujah.

As autoridades iraquianas devem promover "ações rápidas para localizar estes homens e rapazes desaparecidos", considerou, e assegurarem que os responsáveis destes atos compareçam perante a justiça.

O primeiro-ministro iraquiano Haider al-Abadi anunciou em junho a criação de uma comissão destinada a investigar presumíveis violações dos direitos fundamentais a ações criminosas que teriam sido cometidas em Fallujah.

Jan Kubis sublinhou ainda que "as lições de Fallujah" devem prevalecer, num momento em que se prepara a ofensiva para retomar Mossul, a segunda cidade do Iraque, ao grupo EI.

A ação humanitária à margem desta ofensiva poderá custar mil milhões de dólares (900 milhões de euros) e representará "a mais importante e sensível crise humanitária no mundo em 2016", preveniu Kubis.

Lusa

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