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Eleições em Espanha

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Imprensa espanhola destaca incerteza quanto ao novo Governo após as eleições

O previsível cenário de "ingovernabilidade" em Espanha domina hoje as manchetes dos jornais espanhóis, dia seguinte das eleições gerais que ditaram a vitória sem maioria absoluta do PP e dificuldades de acordos pós-eleitorais para qualquer um dos partidos.

© Marcelo del Pozo / Reuters

O ABC titula "Espanha deixa o Governo em suspenso [en el aire]", enquanto o El Mundo destaca "Espanha derruba o bipartidismo e deixa em suspenso o Governo" e o La Vanguardia escreve apenas "Governo em suspenso".

Na capa do ABC surge uma grande infografia com as províncias de Espanha pintadas a azul, a simbolizar as 38 (entre 52) regiões onde o PP foi o mais votado. "O PSOE só venceu em seis circunscrições, o que limita as opções de Pedro Sánchez", destaca o jornal.

O El Mundo recorda em capa que o bipartidismo PP e PSOE perdeu "mais de cinco milhões de votos" (para um total de 12,8 milhões), enquanto os emergentes Podemos e Ciudadanos "superam os oito mihões".

O jornal também reproduz uma das frases da noite de Pablo Iglesias, do Podemos: "O que se votou foi uma mudança de sistema".

O El País destaca que a "Perda de maioria pelo PP abre caminho aos pactos" e o La Razón reconhece que "Rajoy ganha as eleições com um parlamento ingovernável".

Nos regionais, o Diário de Sevilha diz que "A raquítica vitória de Rajoy deixa Espanha sem governo", enquanto o basco El Correo salienta que "O PP ganha sem maioiria para governar". Entre os jornais catalães, o El Periódico de Catalunya é mais claro - "Confusão geral" - enquanto o Punt Avui escreve "Confusão em Espanha, fôlego para a Catalunha".

Os galegos La Voz de Galicia titulam "Sem Maiorias" e o Faro de Vigo reproduz em manchete a principal frase da noite de Mariano Rajoy: "Buscarei um governo estável".

Os económicos escrevem "Instabilidade política" (Expansión) e "Sodoku para Governar" (Cinco Días).

O PP, de Mariano Rajoy, venceu domingo, com 123 deputados, as eleições em Espanha, que ditaram o fim do bipartidarismo, mas sem a maioria para formar governo, o que obrigará a negociações.

Dois dos vitoriosos da noite eleitoral são os partidos emergentes, o Podemos, de Pablo Iglesias, à esquerda, com 69 deputados , e o Ciudadanos, de Alberto Rivera, com 40 deputados.

O outro partido histórico da democracia espanhola, o PSOE, de Pedro Sanchez, foi o segundo mais votado, mas com 90 deputados.

Lusa

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