sicnot

Perfil

Eleições em Espanha

Eleições em Espanha

Eleições em Espanha

Rajoy culpa PSOE pela repetição de eleições em Espanha

O presidente do Partido Popular espanhol (PP), Mariano Rajoy, culpou hoje o Partido Socialista (PSOE) pela iminente repetição de eleições legislativas em Espanha, reiterando que propôs uma "grande coligação" e que os socialistas "nem sequer quiseram falar".

© Andrea Comas / Reuters

"O PP fez uma proposta no dia seguinte às eleições, 21 de dezembro, uma proposta de coligação, considerando que o melhor era um acordo entre o PP e o PSOE e, ainda que não fossem necessários os seus votos, aceitaríamos no acordo o Ciudadanos (centro-direita). Quatro meses depois, creio que essa era a proposta mais razoável e a melhor para os espanhóis", disse Mariano Rajoy em conferência de imprensa após uma reunião com o rei de Espanha, Felipe VI.

Os encontros de segunda-feira e de hoje do Chefe de Estado com os representantes dos partidos políticos serviram para que Felipe VI pudesse avaliar se poderia convidar algum deles a formar governo.

"Disse ao rei o mesmo que na primeira ronda de consultas: não tenho os apoios suficientes para ser candidato numa sessão de investidura", relatou o líder do PP, que ganhou as eleições de dezembro, elegendo 123 deputados.

Rajoy reiterou que "o PP ganhou as eleições e que o PSOE foi segundo, com 90 deputados", pelo que "o mandato das urnas era que os partidos se entendessem, com acordos".

"Isso não aconteceu porque o PSOE não quis. Não é que não quisesse chegar a acordo, é que nem sequer quis falar. (...) Não é normal que duas grandes forças políticas, com responsabilidades perantes os espanhóis, não dialoguem. E porque uma delas não o quis fazer", disse Mariano Rajoy.

O presidente do PP, que também é o presidente do Governo em funções desde 20 de dezembro, sublinhou que a solução de "uma grande coligação" já existe noutros países da Europa, e deu o exemplo da Alemanha, "o país com o maior PIB da Europa".

Um acordo de coligação com o PSOE seria "coerente" e formaria "um governo coerente", uma vez que ambos os partidos pensam o mesmo sobre a unidade de Espanha, sobre a política europeia, sobre política exterior e de Defesa", disse o presidente do executivo.

"Um governo com tantos apoios (mais de 200 deputados no Congresso) serviria para fazer reformas em Espanha e para muito tempo, reformas duradouras", disse o líder do PP numa referência às alterações da Constituição espanhola. No entanto, sublinhou, como o PSOE não quis dialogar, Espanha vai para novas eleições.

Uma hora antes de Rajoy apresentar a sua versão, também o líder do PSOE, Pedro Sánchez, tinha apontado a culpa ao PP - por não viabilizar um governo socialista com o Ciudadanos - e o Podemos (esquerda radical), pela mesma razão.

O PP tem 123 deputados, o PSOE 90 assentos, o Podemos 69 (juntamente com as suas confluências regionais) e o Ciudadanos 40 deputados, pelo que apenas algumas combinações improváveis garantiam a eleição de um chefe de governo numa sessão de investidura. As sondagens indicam um cenário semelhante a este em novas eleições, previstas para 26 de junho.

Lusa

  • "Estão a gozar com os portugueses, esta abordagem tem de mudar"
    6:45

    Opinião

    José Gomes Ferreira acusa as autoridades e o poder político de continuarem a abordar o problema da origem dos fogos de uma forma que considera errada. Em entrevista, no Primeiro Jornal, o diretor adjunto da SIC, considera que a causa dos fogos "é alguém querer que a floresta arda". José Gomes Ferreira sublinha que não se aprendeu com os erros e que "estão a gozar com os portugueses".

    José Gomes Ferreira

  • "Os portugueses dispensam um chefe de Governo que lhes diz que isto vai acontecer outra vez"
    6:32

    Opinião

    Perante o cenário provocado pelos incêndios, os portugueses querem um chefe de Governo que lhes diga como é que uma tragédia não volta a repetir-se e não, como disse António Costa, que não tem uma fórmula mágica para resolver o problemas dos fogos florestais. A afirmação é de Bernardo Ferrão, da SIC, que questiona ainda a autoridade da ministra da Administração Interna para ir a um centro de operações, uma vez que é contestada por toda a gente.

  • Portugal precisa de "resultados em contra-relógio, após décadas de desordenamento florestal"
    1:18
  • Jornalista que denunciou corrupção do Governo de Malta morre em explosão

    Mundo

    A jornalista Daphne Caruana Galizia, que acusou o Governo de Malta de corrupção, morreu esta segunda-feira, numa explosão de carro. O ataque acontece duas semanas depois de a jornalista maltesa recorrer à polícia, para dizer que estava a receber ameaças de morte. A morte acontece quatro meses após a vitória do Partido Trabalhista de Joseph Muscat, nas eleições antecipadas pelo primeiro-ministro, após as alegações da jornalista, que o ligavam a si e à sua mulher ao escândalo dos Panama Papers. O casal negou as acusações de que teriam usado uma offshore para esconder pagamentos do Governo do Azerbaijão.