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Eleições em Espanha

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Direita espanhola mais forte com fracasso do discurso da esquerda

O diretor do gabinete de Madrid do Conselho Europeu de Relação Externas considera haver os mesmos problemas que havia antes das legislativas de domingo, mas agora com uma direita mais forte face ao fracasso do discurso da mudança política da esquerda.

reuters

"As eleições de há seis meses debilitaram o líder do PP, de direita, Mariano Rajoy, mas não o afastaram, enquanto estas lhe deram mais força", disse à agência Lusa Francisco de Borja Lasheras, que continua a não ver uma saída fácil para formar um governo estável em Madrid.

Para este analista, os eleitores foram sensíveis ao discurso do PP no sentido da importância de se manter a estabilidade governativa: "o discurso da mudança política, defendida pelos restantes partidos e principalmente pela aliança de esquerda Unidos Podemos, fracassou", concluiu.

"A eleição de ontem (domingo) é a primeira desde 2014 em que os dois partidos principais espanhóis não diminuem a sua votação", disse Francisco de Borja Lasheras, concluindo que "afinal o bipartidarismo ainda não morreu em Espanha".

PP e PSOE foram-se sucedendo à frente do governo espanhol durante mais de 35 anos, somando quase 85% dos votos e 90% dos lugares no parlamento, tendo essa percentagem sido reduzida a cerca de 50% em dezembro passado para agora subir para cerca de 55%.

Segundo o analista, "continuam os problemas anteriores" para se formar um governo, "mas com um PSOE mais débil, apesar de ganhar de volta a sua centralidade" no sistema político espanhol.

O Partido Popular, de Mariano Rajoy, foi o mais votado nas eleições de domingo, com 137 deputados, mais 14 que nas legislativas de dezembro, mas longe dos 176 mandatos que dão a maioria absoluta no congresso espanhol.

No discurso de vitória, Mariano Rajoy reclamou o "direito a governar".

O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), de Pedro Sanchez, ficou em segundo lugar, com 85 lugares, enquanto a aliança de esquerda Unidos Podemos, que as sondagens colocavam em segundo lugar, ficou em terceiro e elegeu 71 deputados, enquanto o partido de centro-direita Ciudadanos conseguiu 32 assentos.

Apenas uma coligação do PP com o PSOE conseguirá reunir os lugares suficientes para que Espanha possa ter um governo de maioria, na sequência das eleições de domingo.

Tal como nas eleições de 20 de dezembro de 2015, os partidos estão obrigados a fazer acordos para conseguir avançar para a investidura de um presidente do Governo e, à exceção de um hipotético acordo PP-PSOE, são necessárias pelo menos três forças políticas para tal.

Lusa

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