sicnot

Perfil

Eleições em Espanha

Eleições em Espanha

Eleições em Espanha

Rajoy garante que tenciona submeter-se a uma investidura

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, garantiu que aceitará se o Rei o convidar a formar Governo, mas se souber que será rejeitado, abrirá um período de reflexão com outros partidos para uma encontrar uma solução.

© Andrea Comas / Reuters

"Eu quero governar, tomar decisões, tenho muito claro o que vou fazer, vou continuar a batalhar para convencer quem quiser deixar-se convencer. Estou disposto a subir as mangas e governar sejam quais forem as circunstâncias", sublinhou o chefe do Governo espanhol em funções, citado pela Efe.

As declarações de Mariano Rajoy foram proferidas numa conferência de imprensa após uma reunião no Parlamento espanhol com o líder do PSOE, Pedro Sánchez, integrada na ronda de conversações com os dirigentes de outros partidos para sondar eventuais apoios à sua investidura.

O chefe do Executivo em funções indicou que Sánchez o informou que os socialistas votarão contra a sua eventual investidura, mas disse também que continua a acreditar que os contactos que ainda tem pela frente resultarão no sucesso da sua candidatura.

Rajoy informou ainda que entregou em mãos a Pedro Sánchez e que enviou aos dirigentes de outros partidos um programa com uma proposta de Governo "moderada e aberta ao diálogo e aos acordos", para que possa iniciar a legislatura e conseguir formar um governo estável.

A proposta, acrescentou, está fundamentada nos valores constitucionais espanhóis e no consenso do projeto europeu.

Rajoy disse que Espanha precisa de um Governo que possa governar, e considerou "um disparate" que o país seja obrigado a ir a umas terceiras eleições legislativas.

O líder do PP estima como possível que em finais de julho ou nos primeiros dias de agosto haja um governo presidido por si para tomar decisões imediatas como o teto da despesa ou o Orçamento do Estado para o próximo ano.

Rajoy insistiu, por isso, que está disposto a submeter-se a uma sessão de investidura, mas, quando interrogado sobre se manteria a mesma determinação ainda que soubesse que não teria no Parlamento o apoio necessário, disse que, nesse caso, abriria uma reflexão com o resto das formações políticas para encontrar uma saída.

O primeiro-ministro sugeriu aos socialistas que encarem a possibilidade se absterem e facilitarem a investidura e reiterou que, por agora, o que tem é um "não", que lhe foi passado por Sánchez. Porém, - sublinhou -- "todos podemos mudar de opinião na vida".

O secretário-geral do PSOE afirmou aos jornalistas após o encontro com Rajoy que pediu ao líder do Partido Popular "uma negociação séria" para obter os apoios necessários à formação de um Governo estável, mas que o advertiu que, "entre os aliados potenciais", não se encontra o Partido Socialista Operário Espanhol.

Para Sánchez, o PP deve procurar os seus aliados entre as forças de direita e entre elas a Convergência Democrática da Catalunha, abordando com essa formação a questão catalã.

Em resposta a esta sugestão, Rajoy admitiu que é "muito difícil" chegar a um acordo de investidura com uma força política como a CDC, que tem posições contrárias à constituição espanhola, como é a defesa da independência da Catalunha.

Mariano Rajoy e Pedro Sanchez reuniram-se hoje durante uma hora e um quarto, pela primeira vez depois das eleições de 26 de junho.

Antes, Rajoy esteve reunido na terça-feira com Albert Rivera, líder da quarta força política mais votada nas eleições legislativas espanholas, Ciudadanos (liberal), que indicou que não irá inviabilizar um governo minoritário do PP, abrindo a porta a uma abstenção na votação de investidura do novo executivo.

O PP foi o partido mais votado nas eleições de 26 de junho, com 137 deputados, mais 14 que nas legislativas de dezembro, mas longe dos 176 mandatos que dão a maioria absoluta no congresso espanhol.

O PSOE ficou em segundo lugar, com 85 assentos (90 em dezembro), enquanto a aliança de esquerda Unidos Podemos (uma aliança entre partidos de extrema esquerda que inclui o Podemos) ficou em terceiro e elegeu 71 deputados, com o Ciudadanos a conseguir 32 assentos.

Os membros das novas Cortes espanholas (Congresso de Deputados e Senado) tomam posse a 19 de julho.

Poucos dias depois da constituição das duas câmaras, mas sem prazo definido, o rei de Espanha, Filipe VI, iniciará as consultas com os partidos para, em seguida, fazer uma proposta de candidato a assumir a presidência do governo.

Lusa

  • Vídeo 360º: nos céus de Lisboa como nunca esteve

    País

    Três Alpha Jet da Força Aérea Portuguesa estiveram presentes sobre o Jamor, durante a final da Taça entre o Benfica e o Vitória de Guimarães. A SIC e o Expresso acompanharam a passagem das aeronaves através da colocação de câmaras 360º no cockpit de duas delas.

  • "Não podemos fazer de Lisboa uma cidade para turistas"
    2:44

    Opinião

    Miguel Sousa Tavares analisou esta segunda-feira, no Jornal da Noite da SIC, o mandato de Fernando Medina na Câmara de Lisboa. O comentador da SIC defendeu que o autarca tem "muitos problemas por resolver" e que a Câmara tem investido "mais na recuperação de zonas em que os lisboetas praticamente não conseguem ir". Sousa Tavares disse ainda que Lisboa não pode ser uma cidade para turistas.

    Miguel Sousa Tavares

  • "Putin é uma ameaça maior do que o Daesh"
    0:24

    Mundo

    O senador norte-americano John McCain atacou Vladimir Putin dizendo que é uma ameaça maior do que o Daesh. O antigo candidato à Casa Branca acusa a Rússia de querer destruir a democracia ao tentar manipular o resultado das presidenciais dos Estados Unidos.

  • Gelado de champanhe no centro de mais uma polémica que envolve Ivanka Trump 

    Mundo

    A filha do Presidente Donald Trump está envolvida em mais uma polémica depois de uma publicação da sua marca no Twitter durante o Memorial Day, assinalado esta segunda-feira. Feriado nacional nos Estados Unidos, criado após a Guerra Civil, a data presta homenagem aos militares americanos que morreram em combate. Um dia solene, no qual muitos acolheram mal a dica da marca da atual conselheira da Casa Branca: "Façam gelados de champanhe".

  • Morreu Yoshe Oka, a "hibakusha" que avisou o Japão sobre o ataque a Hiroshima

    Mundo

    Yoshe Oka, a primeira sobrevivente de Hiroshima que informou por telefone as autoridades japonesas sobre a destruição da cidade, em 1945, morreu com 86 anos, vítima de cancro, revelou hoje a família. A "hibakusha", nome pelo qual são conhecidos os sobreviventes dos ataques a Hiroshima e Nagasaki, sofria de doenças relacionadas com os efeitos do bombardeamento. Apesar das consequências do ataque, Oka difundiu, ao longo da vida, a experiência sobre o bombardeamento tendo participado em inúmeros atos pacifistas.