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Rei de Espanha iniciou conversações mas ainda sem solução

O rei de Espanha, Felipe VI, iniciou esta terça-feira a ronda de conversações com os partidos mais pequenos representados no Congresso de Deputados para tentar encontrar um candidato a presidente do executivo e encontrar uma solução para o impasse atual.

Depois de se ter encontrado com o rei, o presidente da Esquerda Unida (comunistas), Albert Garzón, voltou a criticar o PSOE por "não assumir as suas responsabilidades políticas".

Garzón incentivou os socialistas a tentarem formar uma "via alternativa" de esquerda ao PP (Partido Popular, de direita, que foi o mais votado) e deixarem de querer ser apenas partido de oposição parlamentar.

Por seu lado, o presidente da União do Povo Navarro, Javier Esparza, pediu ao PP para mostrar "flexibilidade" para negociar um novo governo, e ao mesmo tempo exigiu ao PSOE e aos Ciudadanos que "se deixem de ninharias", para facilitar a saída do impasse atual.

PSOE e Ciudadanos (centro) teriam de se abster para que um governo do PP possa ter uma votação favorável no Congresso de Deputados.

O deputado Pedro Quevedo (Nueva Canarias) encontrou o rei "recetivo", mas "mais preocupado do que em ocasiões anteriores".

Por seu lado, a deputada da Coligação Canária Ana Oramas pediu "valentia" ao atual presidente do governo em funções, Mariano Rajoy, para se apresentar à investidura, e também "valentia" ao resto dos partidos para se absterem e permitirem um executivo minoritário do PP e o arranque da legislatura.

Na quarta-feira, o rei vai continuar a ronda de encontros, feitas por ordem crescente de importância da formação política, que só irão terminar na quinta-feira, quando se encontrar com os líderes dos partidos com maior representação: Albert Rivera (Ciudadanos), Pablo Iglesias (Podemos), Pedro Sánchez (PSOE) e Mariano Rajoy (PP).

Depois desta ronda de conversações, Filipe VI convocará a presidente do Congresso, Ana Pastor, para a informar do resultado das consultas e, se tudo correr bem, apresentar a proposta de candidato a presidente do executivo.

O atual Congresso de Deputados foi formado na sequência das eleições de 26 de junho último, seis meses depois das eleições anteriores, de 20 de dezembro, em que os partidos políticos espanhóis não conseguiram formar um governo estável.

Nessa altura, Felipe VI fez três rondas de encontros com os partidos representados no parlamento para tentar encontrar uma solução para o impasse que se manteve até ao fim.

Todos os partidos defendem que não deve haver novamente eleições (pela terceira vez), mas a falta de uma maioria clara bloqueia a formação de um executivo.

O Partido Popular foi o mais votado nas eleições de 26 de junho e também o único que subiu em votantes e número de deputados, mas com os seus 137 lugares continua sem a maioria absoluta de 176 deputados num total de 350.

O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) ficou em segundo lugar, conquistando 85 lugares, enquanto a aliança Unidos-Podemos ficou em terceiro, com 71 deputados. A quarta formação mais votada foi o Ciudadanos, que alcançou 32 assentos.

Lusa

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