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PSOE convoca reunião para tentar encontrar saída de impasse espanhol

© Reuters

O secretário-geral do PSOE, Pedro Sánchez, convocou para 1 de outubro o Comité Federal do partido, uma reunião muito esperada em que os socialistas tentarão encontrar uma saída para o atual impasse político e evitar novas eleições.

Desde a investidura fracassada do presidente do PP (Partido Popular, direita) e presidente do Governo em funções, Mariano Rajoy, há duas semanas, todas as esperanças para se evitar uma ida pela terceira vez a eleições estão colocadas no PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol), a única força política que pode desbloquear a situação.

A reunião magna entre congressos dos socialistas é convocada depois de alguns barões do PSOE terem defendido a necessidade de se abrir um debate interno para discutir as várias alternativas para desbloquear o impasse atual.

O secretário-geral do PSOE afirmou no início de setembro que convocaria o Comité Federal quando tivesse uma alternativa ao bloqueio e anunciou uma ronda de contactos com todos os líderes políticos das forças políticas presentes no Congresso dos Deputados (parlamento).

A tarefa de Pedro Sánchez poderá complicar-se se o resultado das eleições deste domingo na Galiza e no País Basco confirmarem as indicações das sondagens que dão conta de uma diminuição do peso dos socialistas nestas Comunidades Autónomas espanholas.

Entretanto, o PP acusa o PSOE de ser o principal responsável pelo impasse atual, ao negar com determinação a investidura de Mariano Rajoy e ao mesmo tempo sem apresentar uma alternativa viável.

Mariano Rajoy fracassou a 02 de setembro a segunda votação de investidura no Congresso dos Deputados, tendo 180 deputados votado contra e 170 a favor, o mesmo número da votação de dois dias antes.

Para ser alternativa, os socialistas precisavam de ter, pelo menos, o apoio do Unidos Podemos (coligação de partidos radicais de esquerda) e do Ciudadanos (centro-direita), dois partidos que se têm anulado ao recusarem apoiar um Governo apoiado pelo outro.

Com a ameaça de convocação de eleições pela terceira vez no espaço de um ano cada vez mais perto, o PP já revelou que irá apresentar uma iniciativa para reformar a Lei Eleitoral e evitar que os espanhóis votem no Dia de Natal.

Mariano Rajoy recordou na quarta-feira que o PP ganhou as eleições gerais em 2015 e 2016 e que se houver novamente eleições, este partido "vai ganhar com muitos mais votos do que em junho do corrente ano".

Se o atual impasse não for debloqueado até 31 de outubro próximo, o rei Felipe VI terá de dissolver o parlamento e convocar novas eleições para 54 dias depois, 25 de dezembro.

Se isso acontecer, serão as terceiras eleições legislativas que se realizam no espaço de um ano, depois de na primeira consulta, em 20 de dezembro de 2015, e na segunda, em 26 de junho deste ano, as quatro principais forças políticas espanholas (PP, PSOE, Unidos Podemos e Ciudadanos) não terem conseguido chegar a um acordo para formar um Governo estável em Espanha.

Nas eleições de 26 de junho, o PP foi o partido mais votado (33 por cento dos votos e 137 deputados), seguido pelo PSOE (22,7% e 85), Unidos Podemos (21,1% e 71) e Ciudadanos (13,0% e 32).

Lusa

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