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Donald Trump sugere interdição da venda de armas a cidadãos sob vigilância

O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu hoje uma interdição da venda de armas de fogo a pessoas que figurem nas listas de vigilância antiterrorista.

© Jonathan Drake / Reuters

O candidato confirmou que o seu apoio ao direito, mencionado na Constituição, de possuir armas de fogo é inabalável, mas indica, num 'tweet', que se vai reunir "com os responsáveis do lóbi das armas de fogo" para debater o assunto.

A intenção é caminhar para "uma interdição à compra de armas de fogo por pessoas que se encontram em listas de vigilância antiterrorismo ou numa lista de proibição de voo", precisou.

Com esta sugestão, o candidato poderá complicar as suas relações com o lóbi das armas, que declarou hoje, também num tweet, que "restrições, como a proibição de venda de armas às pessoas em listas de vigilância, são ineficazes ou inconstitucionais, ou ambos".

A sugestão do candidato pode também ser um problema dentro do Partido Republicano, sendo que a maioria dos membros estão ligados e apoiam o direito de possuir armas de fogo.

A declaração de Donald Trump surge dias depois de um ataque a uma discoteca gay, em Orlando (sul dos Estados Unidos), que fez 49 mortos e 53 feridos. Omar Mateen, o agressor que foi baleado pela polícia, estava armado com uma arma semiautomática e uma pistola, compradas legalmente pouco antes do ataque.

O autor do ataque tinha sido vigiado pela polícia federal e entrevistado três vezes pelo FBI, devido suspeitas de ter ligações com círculos jihadistas.

Lusa