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Procuradora-geral dos EUA diz que não interferirá em caso de e-mail de Clinton

A procuradora-geral dos Estados Unidos disse hoje que seguirá as decisões do FBI e do ministério público sobre um eventual processo judicial contra a pré-candidata presidencial Hillary Clinton por usar o e-mail pessoal enquanto era secretária de Estado.

© Rick Wilking / Reuters

"As recomendações serão analisadas por supervisores e pelo diretor do FBI (polícia federal), e eles transmitir-mas-ão, e eu tenho a certeza de que aceitarei essas recomendações", disse Loretta Lynch numa conferência em Aspen, Colorado.

O anúncio feito por Lynch surgiu depois de o seu encontro imprevisto com o ex-presidente Bill Clinton no aeroporto de Phoenix, no Arizona, esta semana, ter desencadeado uma tempestade política, com os republicanos a argumentar que o encontro comprometeu a integridade da investigação.

Lynch declarou ser "importante deixar claro que aquele encontro com o Presidente Clinton não é relevante para a forma como o caso será avaliado, resolvido e aceite" por si.

Mas rapidamente reconheceu que o encontro deu azo a más interpretações, que o pré-candidato presidencial republicano Donald Trump logo classificou como prova de um sistema "totalmente manipulado" em Washington.

"Entendo como as pessoas o interpretaram", disse a procuradora-geral.

"É claro que não o faria novamente, porque penso que lançou uma sombra" sobre a investigação, acrescentou.

Loretta Lynch quis também esclarecer que como nomeada política não vai interferir no processo legal relacionado com a investigação Clinton, e que a integridade do departamento de Justiça será mantida.

Hillary Clinton, a pré-candidata presidencial democrata, que poderá tornar-se a primeira mulher Presidente dos Estados Unidos, admitiu o erro e pediu desculpa por ter usado exclusivamente uma conta privada de e-mail e um servidor instalado em sua casa durante o seu mandato como secretária de Estado, entre 2009 e 2013.

Mas o escândalo persegue sua campanha há mais de um ano e tem contribuído para as preocupações dos eleitores de que ela não é digna de confiança.

Lusa

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