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Eleições EUA 2016

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Obama não exclui hipótese da Rússia estar a ajudar Trump

© Carlos Barria / Reuters

O Presidente norte-americano, Barack Obama não exclui a possibilidade do envolvimento da Rússia na tentativa de favorecer a vitória de Donald Trump nas presidenciais de 8 de novembro.

"Tudo é possível", afirmou Obama numa entrevista concedida à NBC News que deverá ser divulgada hoje -- na que é a afirmação em que a administração norte-americana mais claramente sugere que a Rússia pode estar envolvida na divulgação pela WikiLeaks de um vasto conjunto de emails do Comité Nacional Democrático.

A Rússia considerou já absurdas as alegações de que está envolvida na divulgação no passado fim-de-semana de quase 20.000 mensagens eletrónicas trocadas entre janeiro de 2015 e maio de 2016, adquiridos pelo portal da Internet WikiLeaks a piratas eletrónicos que alegadamente invadiram as contas de sete líderes do Comité Nacional Democrático.

Em resposta a Obama, um porta-voz do Kremlin sublinhou hoje que "o Presidente [Vladimir] Putin tem dito repetidamente que a Rússia nunca interferiu em assuntos internos, especialmente em processos eleitorais de outros países", declarou aos jornalistas Dmitry Peskov, citado pela agência France Press.

Barack Obama afirmou à NBC que o FBI continua a reunir provas sobre a fuga dos emails, que revelaram manobras internas no Partido Democrata para prejudicar a campanha do rival de Hillary Clinton, Bernie Sanders, na campanha pela nomeação democrata na corrida à Casa Branca.

A fuga constituiu um embaraço sério para os democratas reunidos em Convenção em Filadélfia esta semana. A campanha de Clinton fez saber que especialistas em internet que contratou sugeriram que a Rússia deve ser responsabilizada pela fuga dos emails e que o objetivo de Moscovo é ajudar o candidato do Partido Republicano à Casa Branca, Donald Trump.

O New York Times avança hoje que os serviços secretos norte-americanos estão agora "altamente convencidos" de que o Governo russo está por detrás do roubo dos emails.

As agências não têm, porém, a certeza sobre se o roubo resultou de uma operação de rotina de espionagem cibernética ou se está enquadrado numa tentativa de influenciar a eleição presidencial, escreve o Times, que cita responsáveis do FBI consultados sobre o assunto.

Obama disse à NBC que não podia falar sobre as motivações dos piratas informáticos ou da fuga subsequente, mas que estava consciente dos comentários de Donald Trump em relação à Rússia.

"Donald Trump tem repetidamente expressado admiração por Vladimir Putin", afirma Obama num excerto da entrevista divulgado, citado pela AFP.

"E penso que Trump tem uma cobertura bastante favorável na Rússia", disse Obama.

"O que sabemos é que os russos penetram nos nossos sistemas informáticos. Não apenas nos sistemas do Governo, mas também nos sistemas privados", acrescentou o chefe de Estado norte-americano.

Lusa

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