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Setenta republicanos querem corte de financiamento partidário a Trump

Nos últimos dias, Trump voltou a causar polémica por dizer que Obama é "o fundador" do Daesh e que "os amantes de armas podem fazer algo" para travar a eleição de Clinton.

© ERIC THAYER / Reuters

Cerca de 70 republicanos dos Estados Unidos da América vão pedir ao partido para cortar o financiamento da campanha presidencial de Donald Trump, noticiam hoje meios de comunicação social norte-americanos.

O pedido será feito numa carta a ser enviada na próxima semana, a que alguns 'media' tiveram acesso, na qual os signatários dizem que Trump, o candidato do Partido Republicano à Presidência dos EUA, "ameaça" transformar as eleições de novembro numa "vitória esmagadora" dos democratas, que têm como candidata Hillary Clinton.

Pedem, por isso, que os apoios sejam reservados para as eleições para outros cargos.

"Só uma mudança imediata de todos os recursos disponíveis do Comité Nacional Republicano para [apoiar] lugares vulneráveis do Senado e da Câmara dos Representantes evitarão que [o partido] asfixie com a corda de Trump no pescoço", lê-se no texto.

As "possibilidades de Trump ser eleito evaporam-se a cada dia que passa", consideram os autores da carta.

Entre os signatários há 20 antigos dirigentes do partido, ex-congressistas e um antigo senador, Gordon Humphrey.

Alguns deles, como o ex-congressista Chris Shays, já anunciaram que vão votar em Clinton.

Um dos signatários, Andrew Weinstein, da Florida, disse ao portal Político que a carta é uma iniciativa de "pessoas preocupadas em proteger as maiorias do partido no Senado e na Câmara", mas não significa "um apoio a ninguém".

Diversos dirigentes do Partido Republicano têm dito publicamente que não apoiam a candidatura de Trump à Casa Branca.

Por outro lado, na segunda-feira, 50 republicanos que exerceram funções importantes na segurança nacional norte-americana denunciaram a ignorância e incompetência do candidato, considerando que seria "o presidente mais perigoso da história" do país.

A denúncia foi feita através de uma carta aberta cujos signatários trabalharam na Casa Branca, no Departamento de Estado ou no Departamento da Defesa, para os presidentes republicanos, de Richard Nixon a George W. Bush.

"O sr. Trump não tem a personalidade, os valores ou a experiência para ser Presidente", escreveram, dizendo ainda que o candidato parece ignorar aspetos elementares da Constituição e do Direito norte-americanos.

"Tem alarmado os nossos aliados mais próximos por causa de seu comportamento errático", consideraram, acrescentando que "estas caraterísticas são perigosas num indivíduo que quer ser Presidente (...), com a responsabilidade do arsenal nuclear dos EUA".

A direção do Partido Republicano e da campanha de Donald Trump têm agendada uma reunião para hoje, em Orlando, na Florida.

Nos últimos dias, Trump voltou a causar polémica por dizer que o atual Presidente dos EUA, Barack Obama, é "o fundador" do Daesh e que "os amantes de armas podem fazer algo" para travar a eleição de Clinton.

Lusa

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