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Trump quer impedir pagamento a Cuba de danos causados por embargo dos EUA

O candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos da América, Donald Trump, quer impedir que Cuba peça indemnizações pelos danos causados ao país por mais de meio século de embargo norte-americano, declarou numa entrevista publicada esta sexta-feira.

Na entrevista concedida ao diário El Nuevo Herald, de Miami, Trump disse que pretende reunir-se nessa cidade da Florida com membros da comunidade cubano-norte-americana para defender perante eles a sua posição em relação a Cuba, indicando que vê com bons olhos a aproximação à ilha impulsionada pelo Presidente norte-americano, Barack Obama.

Contudo, o candidato republicano sublinha que os Estados Unidos devem impedir que o Governo cubano exija compensações pelos danos que o embargo causou ao país.

"Qualquer que seja o acordo que faça, deve ter um parágrafo importante que expresse que, em nenhuma circunstância, Cuba pode apresentar dentro de dois anos um pedido de 3.000 milhões de dólares aos Estados Unidos por danos", disse o multimilionário nova-iorquino.

Trump, que nos últimos dias visitou, no âmbito da sua campanha eleitoral, a Florida, Estado que poderá ser decisivo no escrutínio de 08 de novembro, escusou-se a tomar posição sobre a lei "pés secos/pés molhados", que permite aos cubanos que chegam a território norte-americano solicitar a residência, enquanto os que são intercetados no mar são devolvidos ao seu país.

Antes de opinar sobre essa lei, Trump quer ouvir "os cubanos que vieram para este país e vivem aqui" sobre ela.

Se for eleito Presidente, o candidato republicano assegurou que fará pressão para que os norte-americanos acusados de terrorismo sejam julgados num tribunal militar da base naval que os Estados Unidos têm em Guantanamo, Cuba.

O polémico candidato aproveitou também a entrevista para negar que as alterações climáticas sejam obra humana: "Não acredito muito que as alterações climáticas sejam obra do homem. Poderá haver algum impacto, mas não creio que seja devastador".

Disse ainda que pedirá ao Congresso "alguns fundos" para o combate ao vírus Zika em Miami, onde foi declarado um surto da doença transmitida pelo mosquito.

Sobre a Venezuela, observou que "tem neste momento grandes problemas, inclusive para obter alimentos" e, ao recordar o falecido Presidente venezuelano Hugo Chávez, comentou que "tinha ideias muito firmes e representava muitas pessoas, muitas que tinham sido deixados para trás", ao mesmo tempo que admitiu que, nos Estados Unidos, há também pessoas que "foram deixadas para trás".

Lusa