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Trump insiste que "México vai pagar" pelo muro entre os dois países

O candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, insistiu, na quarta-feira, que será o México a pagar pelo muro que ele planeia construir se for eleito.

"O México vai pagar pelo muro, acreditem em mim. Ainda não o sabem, mas vão pagar pelo muro", disse o magnata num discurso em Phoenix, depois de se ter encontrado com o Presidente mexicano.

O candidato voltou a falar dos seus planos para deportar imigrantes com registo criminal e disse que irá cancelar a ordem executiva de Barack Obama, que protege milhões de imigrantes ilegais.

Horas antes deste discurso, Trump encontrou-se com o Presidente Enrique Peña Nieto e disse depois, durante a declaração pública conjunta, que não foi discutido quem pagará pelo muro. Apesar de não o ter corrigido publicamente na altura, o Presidente mexicano escreveu no Twitter que disse ao candidato republicano, durante o encontro à porta fechada, que não iria financiar a construção do muro.

"No início da conversa com Donald Trump deixei claro que o México não vai pagar pelo muro", escreveu Peña Nieto.

No seu discurso, Trump delineou um plano para reduzir drasticamente a imigração ilegal.

"É o nosso direito, como nação soberana, escolher os imigrantes que consideramos mais prováveis de prosperar e florescer e gostar de nós", disse.

"As nossas prioridades vão incluir a remoção de criminosos, membros de gangues, ameaças de segurança, pessoas que ultrapassam o limite dos vistos, ofensas públicas -- ou seja, aqueles que dependem das benesses sociais ou causam um esforço excessivo à rede de segurança, juntamente com milhões de ilegais recém-chegados e pessoas que excedem o período autorizado de permanência e que vieram para cá ao abrigo desta administração corrupta", disse.

Trump garantiu que, se eleito, não vai permitir a regularização de nenhum imigrante que entre no país ilegalmente: "A nossa mensagem para o mundo será esta: não podem obter estatuto legal ou tornarem-se cidadãos dos Estados Unidos ao entrarem ilegalmente no nosso país".

"Não podem simplesmente entrar clandestinamente (...) e ficar à espera de ser legalizados", afirmou.

Lusa

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