sicnot

Perfil

Eleições EUA 2016

Eleições EUA 2016

Eleições EUA 2016

Justiça obriga Fundação Trump a acabar com recolha de fundos

© Lucas Jackson / Reuters

O procurador-geral do estado de Nova Iorque ordenou que a fundação do candidato republicano à Casa Branca Donald Trump acabe com a recolha de doações, uma vez que o organismo não está em conformidade com as leis estaduais.

Segundo uma missiva do procurador-geral do estado de Nova Iorque enviada à fundação, com data de 30 de setembro (sexta-feira) e citada esta segunda-feira pela agência noticiosa francesa AFP, a Fundação Trump não está certificada adequadamente e nunca transmitiu as informações financeiras obrigatórias relacionadas com as suas atividades.

Na notificação, o gabinete de Eric Schneiderman (democrata) informou a fundação do candidato presidencial republicano que "deve cessar imediatamente a solicitação de contribuições ou a prática de angariações de fundos" no estado de Nova Iorque.

"A falta de interrupção imediata será considerada como uma fraude continuada sobre o povo do estado de Nova Iorque", advertiu.

A justiça de Nova Iorque deu à fundação 15 dias para entregar toda a informação solicitada pelas autoridades e os relatórios financeiros em arquivo sobre todas as atividades de angariação de fundos em anos anteriores. Documentos que devem ser entregues ao gabinete estadual relacionado com as organizações sem fins lucrativos.

"Todos os formulários devem ser devidamente certificados, completos e precisos", indicou o mesmo documento, acrescentando que qualquer pessoa que apresente dados falsos nos documentos exigidos poderá ser acusada criminalmente nos termos do Código Penal do estado de Nova Iorque.

A campanha de Donald Trump preferiu não comentar a situação.

"Porque esta é uma questão jurídica em curso, a Fundação Trump não irá comentar neste momento", disse a porta-voz do candidato republicano Hope Hicks num comunicado citado pelo jornal The New York Times.

Em meados de setembro, o democrata Eric Schneiderman tinha anunciado a abertura de uma investigação à Fundação Donald J. Trump por causa de algumas das suas transações.

"Preocupa-nos que a Fundação Trump tenha incorrido em alguma prática irregular", disse então Schneiderman numa entrevista à televisão CNN.

O nome de Eric Schneiderman está ligado a outra investigação sobre o império do multibilionário: a investigação relacionada com a Universidade Trump por alegadas fraudes a 5.000 pessoas no valor de 35,5 milhões de euros.

O início do processo sobre as alegadas más práticas na Universidade Trump está agendado para San Diego, Califórnia, para 28 de novembro, três semanas depois das eleições presidenciais norte-americanas (8 de novembro) disputadas por Trump e a rival democrata Hillary Clinton.

Os últimos dias estão a ser difíceis para a campanha de Trump. No último fim de semana, uma investigação jornalística conduzida pelo jornal New York Times revelou que Donald Trump poderá ter evitado, de forma legal, pagar impostos durante pelo menos 18 anos ao declarar perdas de 916 milhões de dólares (cerca de 814 milhões de euros) em 1995.

Lusa

  • Luís Pina indiciado por quatro crimes de tentativa de homicídio
    2:24
  • Ministro "mais descansado" com relatório sobre Almaraz, ambientalistas contestam
    2:01

    País

    O ministro do Ambiente diz estar mais descansado depois de conhecer o relatório técnico que considera o armazém de resíduos nucleares em Almaraz uma solução adequada. Já as associações ambientalistas e os partidos criticam o parecer positivo à construção e querem ouvir os ministros do Ambiente e dos Negócios Estrangeiros no Parlamento.

  • Marcelo recebido por multidão na Ovibeja
    2:52
  • Líderes europeus unidos para iniciar saída do Reino Unido
    2:08
  • 100 dias de Trump em 04'30''
    4:33

    Pequenas grandes histórias

    Donald Trump tomou posse como 45º Presidente dos EUA dia 20 de janeiro de 2017, faz este sábado, 100 dias. Prometeu grandes mudanças, mas os planos acabaram por chocar de frente com a realidade e a burocracia de Washington, como foi o caso do Obamacare. Foi a primeira ordem executiva que assinou, no dia em que tomou posse, mas a revogação está longe de acontecer.