sicnot

Perfil

Eleições EUA 2016

Eleições EUA 2016

Eleições EUA 2016

Financiadores republicanos pedem ao partido para retirar apoio a Trump

© Reuters

Alguns dos principais financiadores do Partido Republicano instaram na quinta-feira o respetivo comité nacional a deixar de apoiar o candidato Donald Trump à Presidência norte-americana, após acusação de agressões sexuais a mulheres, noticiou o New York Times.

O jornal cita doadores que deram milhões de dólares aos republicanos e que consideram agora que o mais recente escândalo está a ameaçar o partido, defendendo que o mesmo deve desistir do apoio a Donald Trump.

"Chega a um ponto em que tens de olhar para o espelho e reconhecer que não podes simplesmente justificar o apoio a Trump aos teus filhos, especialmente às tuas filhas", disse o empresário do Missouri David Humphreys ao The New York Times.

Este empresário disse que deu ao partido mais de 2,5 milhões de dólares (2,3 milhões de euros) nos últimos quatro anos.

A divulgação na semana passada de um vídeo, gravado em 2005, em que Trump fala das mulheres em termos considerados vulgares e ofensivos, originou muitas críticas e levou à retirada de apoios à sua candidatura por parte de destacados membros do Partido Republicano, tendo também provocado uma descida nas sondagens.

"É um demagogo perigoso, que não está absolutamente apto a assumir a responsabilidade de Presidente dos Estados Unidos", afirmou Bruce Kovner, um investidor de Nova Iorque, num 'email' enviado ao jornal.

As críticas visam também os chefes republicanos que continuam a apoiar Donald Trump, como o presidente do partido, Reince Priebus.

"Reince deve ser demitido e substituído por alguém que tem as capacidades e qualidades de liderança para reconstruir o partido", disse ao jornal William Oberndorf, um investidor da Califórnia.

Contudo, os maiores financiadores do partido têm pouco poder sobre um candidato que depende sobretudo do seu dinheiro e de muitas pequenas contribuições do seu eleitorado base de extrema-direita.

As divisões no seio do partido acentuaram-se desde segunda-feira, com o presidente da maioria republicana da Câmara dos Representantes, Paul Ryan, a declarar a centenas de eleitos republicanos da câmara que ele não faria mais campanha por Trump, por medo de perder não só a corrida para a Casa Branca, mas também o controlo do Congresso, que será parcialmente renovado no mesmo dia das eleições presidenciais.

Lusa

  • Paulo Macedo pede calma para o bem do banco
    1:45

    Caso CGD

    Paulo Macedo falou pela primeira vez desde que foi eleito o novo Presidente da Caixa Geral de Depósitos e, para o bem do banco público, pediu calma a todos. Passos Coelho veio dizer que a recapitalização da Caixa pode ter de ser feita no verão do próximo ano para salvaguardar o défice deste ano. Já António Costa preferiu não comentar as declarações de Passos e diz que o banco público há muito que precisava de ser recapitalizado.

  • Condutores continuam com dúvidas em como circular numa rotunda
    2:06

    País

    Circular nas rotundas continua a ser um problema para muitos condutores. Cerca de 3 mil foram multados nos últimos três anos depois da entrada em vigor do novo código, os números são avançados pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária. Os instrutores de condução dizem que a medida provoca mais confusão nas horas de ponta.

  • O que aconteceu à menina síria que relatava a guerra no Twitter?
    1:59
  • Youtuber Miguel Paraiso escreveu uma paródia musical para a Reportagem da SIC "Renegados"
    1:27

    Grande Reportagem SIC

    O youtuber Miguel Paraiso escreveu uma paródia musical para a Grande Reportagem SIC "Renegados". Desde ontem já teve 67 mil visualizações no Facebook. Imagine que ia renovar o cartão de cidadão e diziam-lhe que afinal não é português? Mesmo tendo nascido, crescido, estudado e trabalhado sempre em Portugal? Foi o que aconteceu a inúmeras pessoas que nasceram depois de 1981, quando a lei da nacionalidade foi alterada.«Renegados» é como se sentem estes filhos de uma pátria que os excluiu. Para ver, esta quarta-feira, no Jornal da Noite da SIC.

  • "A nossa guerra não deixou heróis, só vilões e vítimas"
    5:26

    Mundo

    Luaty Beirão é o rosto mais visível de um movimento de contestação ao regime angolano que começou em 2011, ano da Primavera árabe. Mas a par dos 15+2, mediatizados num processo que os condenou por lerem um livro, outros activistas arriscam diariamente a liberdade.