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Eleições França 2017

Fillon reafirma em carta aberta que serão os franceses a decidir o seu futuro

© Christian Hartmann / Reuters

O candidato da direita às presidenciais francesas, François Fillon, afirmou esta quarta-feira numa carta aberta "aos franceses" que serão eles "os únicos" a decidir o seu futuro, reiterando a recusa em se retirar da corrida eleitoral.

Fillon está no centro de uma polémica depois de o semanário satírico Le Canard Enchaîné ter noticiado que, quando era deputado, criou empregos fictícios de assessoria parlamentar para a mulher e dois filhos que lhes permitiram receber centenas de milhares de euros de fundos públicos.

Na segunda-feira, numa conferência de imprensa, Fillon pediu perdão por ter empregado a mulher e os filhos, mas negou serem empregos fictícios e assegurou que mereceram o salário que receberam, inferior, disse, ao montante noticiado.

"Vocês são os únicos que podem decidir. Façam-no em consciência e com exigência. Exijam uma campanha leal, sem golpes baixos, após a qual devem tomar a decisão mais importante dos últimos 30 anos", escreveu, numa carta aberta publicada pelo diário Ouest-France.

Segundo Fillon, o programa da candidata da extrema-direita, Marine Le Pen, levaria o país "ao retrocesso económico e à divisão nacional" e o do independente Emmanuel Macron, "ao vazio programático".

O seu, sustentou, propõe "o caminho da liberdade para lutar contra o desemprego em massa e para levantar uma economia asfixiada com o peso dos impostos e das normas".

"O caminho do orgulho do povo francês frente às grandes potências do mundo, frente ao totalitarismo islâmico", afirmou.

Sobre a polémica, o candidato afirmou ter sofrido "uma violência incrível" que o deixou "perplexo" e face à qual respondeu com "a carta da transparência", oferecendo-se para publicar as declarações de impostos.

Como na segunda-feira, Fillon pede perdão por ter "cometido o erro de trabalhar com familiares, privilegiando uma colaboração de confiança que hoje suscita desconfiança".

Antes do caso dos alegados empregos fictícios, revelado a 26 de janeiro, François Fillon era um dos favoritos às presidenciais e as sondagens colocavam-no como provável adversário da líder da extrema-direita, Marine Le Pen, na segunda volta.

A revelação do caso e a posterior abertura de um inquérito pela justiça fizeram baixar a popularidade do candidato.

Segundo uma sondagem do instituto Ifop publicada esta terça-feira, a segunda volta vai ser disputada entre Marine Le Pen e Emmanuel Macron.

As presidenciais francesas realizam-se a 23 de abril e 07 de maio.

Lusa

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