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Presidente da Volkswagen garante que tudo fará para assegurar postos de trabalho

O novo presidente do grupo Volkswagen, Matthias Müller, prometeu esta quarta-feira aos trabalhadores "um esclarecimento célere" sobre o escândalo das emissões e assegurou que o grupo tudo fará para assegurar a manutenção dos postos de trabalho.

(Arquivo)

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© Fabian Bimmer / Reuters

"Nós podemos e nós vamos superar esta crise, porque a Volkswagen é um grupo com uma base sólida. E, acima de tudo, porque temos a melhor equipa automóvel que alguém poderia desejar", afirmou Mathias Müller perante cerca de 20.000 trabalhadores reunidos na sede central de Wolfsburgo, na primeira assembleia convocada desde que rebentou o escândalo da manipulação dos motores a gasóleo em 11 milhões de veículos das marcas Volkswagen, Audi, Skoda e Seat.

O responsável garantiu, de acordo com um comunicado divulgado hoje pelo grupo, que tudo fará para assegurar a manutenção dos postos de trabalho no futuro, afastando, para já, a possibilidade de despedimentos no grupo.

"Além do enorme impacto financeiro que ainda não é hoje possível de quantificar, esta crise é, antes de mais, uma crise de confiança", pois trata-se "da própria essência e da identidade da nossa empresa", disse.

Müller enfatizou que a solidez, a confiança e a credibilidade pertencem à essência da marca Volkswagen, sendo a tarefa mais importante do grupo neste momento "reconquistar a confiança" dos clientes, parceiros e investidores da marca.

O presidente do grupo apelou ainda para a compreensão dos trabalhadores: "Acreditem em mim, tal como vocês, estou impaciente. Mas nesta situação, na qual estamos a lidar com quatro marcas e vários modelos, a preocupação é ainda mais importante que a rapidez".

O responsável anunciou também que a empresa vai rever todos os investimentos previstos e "cancelará ou adiará os que não sejam estritamente necessários" após o escândalo da manipulação das emissões poluentes.

O grupo Volkswagen detém em Portugal a fábrica da Autoeuropa onde são produzidos os modelos Volkswagen Eos, Scirocco e Sharan e Seat Alhambra e anunciou em março de 2014 um investimento de 670 milhões de euros e a criação de mais de 500 postos de trabalho para o período entre 2014 e 2019.

O investimento de 670 milhões de euros prevê a vinda de novos modelos para a fábrica após a descontinuação do Volkswagen Eos e permite dobrar a produção e a capacidade de exportação da empresa.

O grupo Volkswagen tinha em 2014 uma meta de investimento de 86 mil milhões de euros para os próximos cinco anos, apostando em seus novos modelos e no reforço da presença global.

O presidente do grupo alemão explicou que o plano de investimento desenhado pelo seu predecessor no cargo, Martin Winterkorn, que se demitiu devido ao escândalo, deve ser reajustado, mas o objetivo da Volkswagen é manter a sua política de postos de "seguros e de qualidade".

Lusa

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