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Escândalo Volkswagen

Volkswagen apresenta "desculpas sinceras" ao Congresso dos EUA

O construtor automóvel alemão Volkswagen, no centro de um vasto escândalo de manipulação de emissões poluentes pelos seus veículos, apresentou hoje "desculpas sinceras" ao Congresso norte-americano e assumiu "inteira responsabilidade" neste assunto.

© XXSTRINGERXX xxxxx / Reuters

"Quero apresentar as desculpas sinceras da Volkswagen por ter utilizado um programa informático que serviu para manipular os resultados dos testes" das normas antipoluição, declarou o presidente da VW América do Norte, Michael Horn, segundo o texto com as declarações que deve fazer na quinta-feira durante a sua audição no Congresso norte-americano.

Entretanto, o novo chefe da VW disse hoje que o grupo suspendeu quatro empregados suspeitos de estarem por trás deste escândalo e que deve ser preciso um ano para todos os carros com motores manipulados serem reparados.

Matthias Mueller, que assumiu a direção da VW em plana crise, adiantou que não acredita que os gestores de topo do grupo pudessem estar ao corrente destas práticas que podem custar milhares de milhões de euros em reparações de veículos e multas.

O maior vendedor mundial de veículos automóveis já lançou investigações internas a este caso que envolve mais de 11 milhões de viaturas 'diesel', que foram equipadas com programas informáticos que altera o funcionamento do motor para um modo de baixas emissões poluentes quando sujeitos a testes de controlo.

Estes controlos de poluição são depois desativados quando os carros entram em circulação normal, permitindo emissões de níveis perigosos de gases tóxicos.

As revelações do escândalo já causaram a perda de 40% da capitalização bolsista do grupo germânico, mas os custos diretos e indiretos continuam a ser incalculáveis, por a empresa enfrentar riscos de multas em vários países e possíveis processos judiciais de clientes.

Mueller revelou que "quatro pessoas, incluindo três diretores responsáveis em vários níveis pelo desenvolvimento dos motores Volkswagen", tinham sido suspensas, acrescentando que "há outras em suspensão parcial".

A imprensa alemã mencionou o chefe de desenvolvimento da Audi, Ulrich Hackenberg, como sendo um dos suspensos, mas a Volkswagen não confirmou esta informação.

A VW já colocou de parte 6,5 mil milhões de euros no terceiro trimestre apenas para cobrir os custos da reparação dos veículos envolvidos.

Para conseguir os milhares de milhões de euros que vão ser necessários, Mueller disse que o grupo vai iniciar um enorme programa de redução de custos e reapreciar vários projetos.

O futebol alemão não vai ser poupado, uma vez que a VW possui o clube VfL Wolfsburg e tem investimentos em outros 17 clubes profissionais.

Só nos EUA, a VW incorre no risco de uma multa de 18 mil milhões de dólares aplicada pela Agência de Proteção do Ambiente.

Lusa

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