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Escândalo Volskwagen

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Escândalo Volkswagen

Escândalo Volkswagen é "embaraçoso e vergonhoso" para os alemães

Nas ruas de Berlim, parece generalizado o sentimento de vergonha dos alemães em relação ao escândalo de manipulação de emissões poluentes pelo grupo Volkswagen e muitos temem consequências negativas graves na economia do país.

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"Eu acho que é embaraçoso e vergonhoso mas se a Volkswagen mostrar de forma transparente o que vai acontecer com os carros afetados, talvez a crise possa ser resolvida", disse Angelika Meissner, 37 anos, à agência Lusa.

Já Michael Kerber, 46 anos, acredita que a qualidade associada aos veículos Volkswagen não vai mudar mas receia que "as consequências na economia alemã sejam muito altas devido às penalidades que o grupo tem de pagar no mercado dos Estados Unidos". Para este alemão, a empresa "pode ir à falência".

Para David Jiménez van Auken, "provavelmente todos os produtores de carros estão a falsear este género de dados".

"A verdade veio à tona agora por razões políticas que o cidadão comum desconhece e foi usado como pedra de arremesso", afirma este alemão de 27 anos, que considera que a indústria alemã pode ser ultrapassada por países como a Polónia e que "a Alemanha tem de lutar para voltar à imagem de qualidade produtiva que tinha nos 80 e 90".

Por outro lado, Tina Kirchner, 29 anos, disse que o escândalo Volkswagen pode ser "uma oportunidade de crescimento para as restantes marcas" e não acredita que a reputação da indústria alemã seja afetada de forma negativa, já que "a má publicidade vai ficar centrada na Volkswagen".

Christian, 25 anos, afirmou que a marca alemã "não fez nada que outra grande companhia não fizesse, são as dinâmicas do mundo" atual, e acrescentou que "o simbolismo da Volkswagen como carro para a classe trabalhadora não vai mudar".

O escândalo Volkswagen estalou a 18 de setembro quando a Agência de Proteção do Meio Ambiente dos Estados Unidos acusou a Volkswagen de manipular o desempenho dos motores dos seus carros no que diz respeito à emissões de gases poluentes através de um 'software' incorporado no veículo.

O grupo reconheceu ter falseado os dados e anunciou que 11 milhões de veículos Volkswagen em todo o mundo têm equipamento que permite alterar o desempenho dos motores. A crise já levou à demissão do presidente executivo do grupo, Martin Winterkorn.

Lusa

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