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Governo diz ter garantias da Volkswagen que Autoeuropa não será afetada por cortes

O Governo disse hoje que tem garantias da Volkswagen de que o investimento do grupo em Portugal não será afetado pelos cortes nos investimentos que serão levados a cabo, disse hoje o Ministério da Economia em comunicado.

Markus Schreiber

"O presidente da marca assegurou que o investimento de 677 milhões de euros em Portugal segue como previsto, não tendo sido minimamente afetado pelo plano de cortes nos investimentos anunciado pela Volkswagen", lê-se no comunicado do Ministério da Economia, divulgado após uma reunião por teleconferência entre representantes do Governo português e da marca alemã.

Nesse encontro à distância participaram Herbert Diess, membro da administração do Volkswagen e responsável da marca para as viaturas ligeiras de passageiros, o responsável da Autoeuropa em Portugal, António Melo Pires, o ministro da Economia, Pires de Lima, e ainda o Secretário de Estado Pedro Gonçalves.

Segundo o Governo, sem cortes no investimento, "a nova unidade de produção entrará em laboração até 2018 com um nível de atividade previsivelmente igual ou superior ao que foi contratualizado com a AICEP [Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal]".

O grupo Volkswagen detém em Portugal a fábrica da Autoeuropa, em Palmela (junto a Lisboa), onde são produzidos os modelos Volkswagen Eos, Scirocco e Sharan e Seat Alhambra.

Em março de 2014, o grupo anunciou um investimento de mais 670 milhões de euros e a criação de mais de 500 postos de trabalho para o período entre 2014 e 2019, que previa também a vinda de novos modelos para a fábrica após a descontinuação do Volkswagen Eos e permitia dobrar a produção e a capacidade de exportação da empresa.

Havia dúvidas sobre a continuidade na totalidade deste projeto, uma vez que o grupo Volkswagen anunciou que vai reduzir em mil milhões de euros por ano os investimentos previstos para a marca Volkswagen, na sequência do escândalo da manipulação de emissões de gases poluentes.

Em Portugal existem cerca de 117 mil veículos afetados pela fraude e que precisam de ser corrigidos, das marcas Volkswagen, Audi, Sköda e Seat.

Na conferência por telefone, segundo o comunicado, o responsável da construtora alemã disse que as viaturas que estão equipadas com o 'software' que adulterou os resultados serão alvo de modificações.

Os automóveis que precisam de alterações mais simples deverão ter os procedimentos concluídos até final do primeiro trimestre de 2016 e as intervenções mais complexas farão prolongar o processo até dezembro.

Foi ainda "reiterada a garantia de que os proprietários dos veículos não serão chamados a assumir qualquer responsabilidade financeira, ou de outra ordem", estando assim "protegidos de custos resultantes das modificações dos motores ou outros que venham a ser determinados", de acordo com o comunicado.

Lusa

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