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Escândalo Volkswagen

Volkswagen confirma que não haverá indemnização para clientes europeus

O construtor automóvel alemão Volkswagen confirmou hoje que não vai indemnizar os proprietários europeus de veículos equipados com um dispositivo para distorcer as emissões poluentes, ao contrário dos clientes norte-americanos.

As ações do grupo automóvel alemão fecharam a sessão a caírem abruptamente 23%, para 125,40 euros, sendo que o presidente da Volkswagen, Martin Winterkorn, cuja renovação do mandato estava prevista para o conselho de supervisão de sexta-feira, vê o seu cargo em risco.

As ações do grupo automóvel alemão fecharam a sessão a caírem abruptamente 23%, para 125,40 euros, sendo que o presidente da Volkswagen, Martin Winterkorn, cuja renovação do mandato estava prevista para o conselho de supervisão de sexta-feira, vê o seu cargo em risco.

© Shannon Stapleton / Reuters


"Não haverá compensação financeira para os proprietários destes veículos (equipados com motores manipulados) na Alemanha", declarou hoje à France Presse Enrico Beltz, porta-voz do grupo para as vendas. As medidas propostas pela Volkswagen na Alemanha e validadas pelas autoridades serão aplicadas em toda a Europa.

O construtor automóvel anunciou no início de novembro uma compensação de 1.000 dólares por viatura para os 480.000 automobilistas norte-americanos afetados pelo caso e assistência gratuita por três anos em caso de avaria.

Para a Volkswagen, a diferença de tratamento entre os Estados Unidos e a Europa justifica-se "porque estes dois mercados não são comparáveis", declarou Beltz.

"Nos Estados Unidos, o diesel é minoritário, um segmento muito pequeno" do mercado automóvel, sublinhou, acrescentando que os proprietários de veículos a diesel pagam mais pelos carros e têm de "pagar o combustível mais caro" que os automobilistas alemães.

Na Alemanha, as vendas de veículos a diesel representam "perto de 50% do total do mercado automóvel", apontou.

O porta-voz lembrou que o objetivo do construtor é reparar os veículos sem afetar o seu desempenho.

"Se conseguirmos fazer isso, não haverá indemnização para os clientes alemães", sublinhou. O construtor ainda não está em condições de garantir que esse objetivo será atingido.

O grupo, que integra 12 marcas, terá de chamar às oficinas 8,5 milhões de veículos com um dispositivo destinado a distorcer as emissões poluentes a partir de janeiro, na Europa.

Lusa

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