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Escândalo Volkswagen

Volkswagen nega qualquer "mentira" no caso das emissões poluentes

O presidente executivo da Volkswagen, Matthias Müller, negou hoje que tenha havido "mentira" no caso dos veículos com um dispositivo no motor para contornar os testes antipoluição, numa entrevista à rádio norte-americana NPR.

(Arquivo)

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© Fabian Bimmer / Reuters

"Era um problema técnico (...). Não fizemos a interpretação correta da lei norte-americana e fixámos determinados objetivos para os nossos engenheiros. Eles resolveram o problema, atingiram os objetivos com recurso a um dispositivo que não é compatível com a lei norte-americana. Foi isso que aconteceu", declarou.

"Não mentimos. Não percebemos qual era a questão. Começámos em 2014 a trabalhar para resolver o problema", acrescentou.

Questionado sobre se considerava a atitude da Volkswagen "ética", Müller disse que não percebia a pergunta, mas reiterou nesta entrevista as desculpas que tinha apresentado no domingo à margem do salão automóvel de Detroit, nos Estados Unidos.

O presidente do grupo repetiu que está empenhado em encontrar as soluções adequadas para os clientes, logo que possível.

Na quarta-feira, Müller vai reunir-se com a dirigente da agência norte-americana para a proteção do ambiente (EPA), Gina McCarthy.

"Vamos discutir com a EPA na quarta-feira e veremos se o nosso calendário é ou não apropriado", precisou.

Nos Estados Unidos, o grupo, acusado de ter desrespeitado as normas antipoluição, pode ter de pagar uma multa de pelo menos 20 mil milhões de dólares.

Estas declarações suscitaram reações na imprensa alemã. A edição 'online' do Spiegel escreve que "a impressão que Müller deixa nos Estados Unidos não pode ser mais desastrosa".

Segundo o mesmo texto, "as autoridades norte-americanas que estão a investigar o caso apontaram que a Volkswagen não está a cooperar o suficiente e está a minimizar o escândalo. Depois desta entrevista as desculpas oficiais apresentadas por Müller acabam por perder todo o valor".

Lusa

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