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Atentados em Bruxelas

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PCP defende que terrorismo serve sempre interesses reacionários

O PCP condenou hoje firmemente os atentados terroristas ocorridos no aeroporto e no metropolitano de Bruxelas, considerando que este fenómeno, independentemente das suas causas, formas ou objetivos, serve sempre os interesses mais reacionários.

© Francois Lenoir / Reuters

Posições que foram apresentadas pela deputada comunista Carla Cruz na Assembleia da República, antes da aprovação de um voto de pesar pelo parlamento em consequência dos atentados de Bruxelas, numa sessão a que assistiu o embaixador da Bélgica em Portugal, Boudewijn Dereymaerker.

"O PCP manifesta às vítimas e seus familiares a sua consternação e sentimento de pesar, expressando ao povo belga a sua solidariedade. Quaisquer que sejam as suas causas, formas e objetivos, o terrorismo serve sempre os interesses mais reacionários", advogou a deputada Carla Cruz.

A deputada do PCP afirmou também que "crimes desta natureza não podem ser desligados de uma situação internacional que continua marcada por ingerências e agressões contra Estados soberanos".

Carla Cruz criticou então o conceito de "Europa fortaleza" e advertiu para os perigos "de instrumentalização de genuínos sentimentos de indignação, tendo em vista impor medidas de cariz securitário ainda mais atentatórias de direitos, liberdades e garantias dos cidadãos".

"Medidas que promovem sentimentos racistas que alimentam o crescimento de forças da extrema-direita e de cariz fascista na Europa. O combate ao terrorismo passa pelo combate às suas mais profundas causas políticas, económicas e sociais", contrapôs a deputada do PCP.

No mesmo sentido, o deputado do Partido Ecologista "Os Verdes" José Luís Ferreira afirmou subscrever o voto de condenação apresentado pelo presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, e manifestou a sua solidariedade face ao povo belga.

José Luís Ferreira apelou à resistência dos valores que caraterizam as sociedades democráticas e condenou a facilidade da circulação internacional de armas.

Depois, o deputado do PAN (Partido Animais e Natureza), André Silva, advogou que a resposta aos "irracionais atentados" de Bruxelas deverá ter como base "uma investigação criminal transparente e justa".

André Silva destacou a natureza "pacifista" inerente ao PAN e avisou que a paz "não se constrói com mais militarismo", razão pela qual defendeu que muitos dos países do chamado bloco ocidental deverão "repensar" a sua política externa em várias zonas do mundo.

Pelo menos 34 pessoas morreram e perto de duas centenas ficaram feridas nas três explosões registadas hoje em Bruxelas -- duas no aeroporto internacional de Zaventem e uma na estação de metro de Maalbeek, junto às instituições europeias, no centro da capital belga.

O nível de alerta terrorista na Bélgica foi elevado para quatro, o máximo da escala.

Lusa

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