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Atentados em Bruxelas

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Dois bombistas suicidas de Bruxelas eram irmãos e conheciam Abdeslam

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Dois dos bombistas suicidas que ontem se fizeram explodir em Bruxelas eram irmãos e tinham ligações a Salah Abdeslam, o suspeito dos ataques de Paris detido recentemente na Bélgica, revela a RTBF. Um fez-se explodir no aeroporto e outro no metropolitano - e não ambos em Zaventem como foi inicialmente avançado.

Os dois irmãos El Bakraoui

Os dois irmãos El Bakraoui

O homem mais à direita na foto continua foragido e por identificar.

O homem mais à direita na foto continua foragido e por identificar.

BELGIAN FEDERAL POLICE / HANDOUT

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De acordo com a televisão pública belga, os dois irmãos atacantes chamam-se Khalid e Brahim El Bakraoui. Tinham nacionalidade belga e estavam referenciados pela polícia por ligações ao crime organizado.

A RTBF tinha avançado inicialmente que ambos se suicidaram no Aeroporto de Zaventem. Contudo, o canal de informação corrigiu as informações e noticia agora que Khalid se fez explodir no metropolitano em Maelbeek.

Khalid El Bakraoui tinha alugado uma casa num bairro belga que na semana passada foi alvo de uma operação policial.

Os dois irmãos são também apontados como tendo ligação a Salah Abdeslam, detido por suspeita de ligação aos ataques de novembro em Paris.

Terroristas usaram pelo menos três carros

Pelo menos três carros foram usados pelos terroristas de Bruxelas para o duplo atentado de ontem: um táxi, um Renault Clio e um Audi S4 preto, avança entretanto o diário belga La Libre Belgique.

Imediatamente depois dos atentados, várias testemunhas destacaram a presença de um veículo da marca Audi, de cor escura e sem matrícula, com três ou quatro indivíduos no interior, no aeroporto.

Segundo o diário, a pista conduz a uma pessoa de Limburgo, província de Liége, com 22 anos e que já esteve sob observação dos serviços secretos no ano passado.

O proprietário do Audi S4 visto em Zaventem pertence à comunidade turca e é conhecido pelos serviços secretos belgas por ter ido no ano passado à Arábia Saudita.

Identificado apenas pela letra A, viajou para esse país com outras três pessoas de Limburgo, com 22, 25 e 26 anos, e com um homem de Amberes de 33 anos e origem marroquina.

Os dados do Audi, tal como os de um Renault Clio, foram transmitidos rapidamente às autoridades fronteiriças francesas, luxemburguesas, alemãs e holandesas.

As pessoas que estavam dentro do Audi não saíram, porém, no aeroporto, onde aconteceram duas explosões, e regressaram a Bruxelas.

O diário deixa a possibilidade de se tratar de uma segunda equipa de bombistas suicidas, que foi para Woluwe-Saint-Lambert, um dos municípios da região Bruxelas-Capital, com o objetivo de realizar o segundo atentado no metro de Maelbeek.

Pista de taxista leva polícia a Schaerbeek

O terceiro carro usado pelos alegados terroristas era um táxi, que transportou os três suspeitos da autoria das explosões no aeroporto.

Foi o taxista quem, após ver as fotografias dos suspeitos, levou a polícia belga à casa em Schaerbeek onde foi encontrado um dispositivo explosivo, produtos químicos e uma bandeira do grupo extremista Estado Islâmico.

O taxista estranhou que os homens não o tivessem deixado ajudar com as malas, onde se veio a descobrir estar o material explosivo.

Após colocarem as malas em carrinhos de bagagem no aeroporto, dois deles fizeram explodir os dispositivos.

Com Lusa

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