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Corrupção na FIFA

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Detenção de dirigentes da FIFA não surpreende Luís Figo

 A detenção de seis dirigentes da FIFA não surpreendeu Luís Figo, disse hoje à agência Lusa uma fonte da ex-candidatura do português, que remete qualquer comentário do antigo futebolista para o comunicado em que anunciou a sua desistência.

Figo apontou como prioridades, em caso de vitória, o desenvolvimento do "futebol base", para o qual será necessária uma "melhor distribuição de fundos" entre as federações, bem como "mais transparência" na organização de cúpula do futebol mundial. (Arquivo)

Figo apontou como prioridades, em caso de vitória, o desenvolvimento do "futebol base", para o qual será necessária uma "melhor distribuição de fundos" entre as federações, bem como "mais transparência" na organização de cúpula do futebol mundial. (Arquivo)

Matt Dunham / AP

A mesma fonte disse à Lusa que a detenção, em Zurique, de seis dirigentes do organismo que rege o futebol mundial, por acusações de corrupção, "não surpreende" Luís Figo, acrescentando que a suspeição em torno do organismo foi um dos motivos "que o levou a desistir".

O Ministério da Justiça e a polícia da Suíça confirmaram hoje a detenção, por acusações de corrupção, de seis dirigentes da FIFA, em Zurique, quando se encontravam num hotel na cidade.

As autoridades helvéticas indicaram que se prevê a sua extradição para os Estados Unidos, onde as autoridades de Nova Iorque os investigam por terem, alegadamente, aceitado subornos desde o início dos anos 1990.

Na quinta-feira passada, Luís Figo anunciou a desistência da candidatura à presidência da FIFA, marcadas para sexta-feira, comparando o atual estado do organismo que rege o futebol mundial a uma "ditadura".

"Este processo eleitoral é tudo menos isso, uma eleição. Este processo é um plebiscito de entrega do poder absoluto a um só homem, algo que me recuso a caucionar. É por isso que, após ter refletido de forma individual e partilhando opiniões com dois outros candidatos neste processo, entendo que o que vai acontecer dia 29 de maio em Zurique não é um ato eleitoral normal. E não sendo, não contam comigo", afirmou Figo em comunicado.

O anúncio de Figo surgiu horas depois de o holandês Mitchell van Praag ter desistido, anunciando o apoio ao jordano Ali bin Al Hussein, que se mantém na luta com o atual presidente, o suíço Joseph Blatter.

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