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Corrupção na FIFA

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Figo diz que foi dos piores dias da história da FIFA

O português Luís Figo afirmou que hoje é um dos piores dias da história da FIFA e que é um erro seguir com as eleições para a presidência do organismo, reiterando que estas não são livres. 

© Leonhard Foeger / Reuters

"Para quem gosta de futebol e quem o sente como eu, o dia 27 de maio deverá ser lembrado como um dos piores da história da FIFA. Tal como disse na semana passada, volto a afirmar que o que está programado para sexta-feira em Zurique não é uma eleição", escreveu o jogador nas redes sociais, num dia em que foram detidos vários dirigentes e ex-dirigentes da FIFA por suspeitas de corrupção.

Figo reforçou ideia manifestada na semana passada, quando desistiu da corrida à presidência do organismo por considerar que o ato eleitoral não era livre, mas um "plesbicito de entrega do poder absoluto a um só homem", referindo-se ao atual presidente, o suíço Joseph Blatter.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos indiciou nove dirigentes ou ex-dirigentes e cinco parceiros da FIFA, acusando-os de conspiração e corrupção nos últimos 24 anos, num caso em que estarão em causa subornos no valor de 151 milhões de dólares (quase 140 milhões de euros).

Entre os acusados estão dois vice-presidentes da FIFA, o uruguaio Eugenio Figueredo e Jeffrey Webb, das Ilhas Caimão e que é também presidente da CONCACAF (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caraíbas), assim como o paraguaio Nicolás Leoz, ex-presidente da Confederação da América do Sul (Conmebol).

Dos restantes dirigentes indiciados fazem parte o brasileiro José María Marín, membro do comité da FIFA para os Jogos Olímpicos Rio2016, o costarriquenho Eduardo Li, Jack Warner, de Trinidad e Tobago, o nicaraguense Júlio Rocha, o venezuelano Rafael Esquivel e Costas Takkas, das Ilhas Caimão.

A FIFA suspendeu provisoriamente 11 pessoas de toda a atividade ligada ao futebol: os nove dirigentes ou ex-dirigentes indiciados e ainda Daryll Warner, filho de Jack Warner, e Chuck Blazer, antigo homem forte do futebol dos Estados Unidos, ex-membro do Comité Executivo da FIFA e alegado informador da procuradoria norte-americana, que já esteve suspenso por fraude. 

A acusação surge depois de o Ministério da Justiça e a polícia da Suíça terem detido Webb, Li, Rocha, Takkas, Figueredo, Esquivel e Marin na quarta-feira, num hotel de Zurique, a dois dias das eleições para a presidência da FIFA, à qual concorrem o atual presidente, o suíço Joseph Blatter, e Ali bin Al-Hussein, da Jordânia.

Simultaneamente, as autoridades suíças abriram uma investigação à atribuição dos Mundiais de 2018 e 2022 à Rússia e ao Qatar.


Lusa
  • Figo desiste da candidatura à FIFA e fala em "ditadura"
    1:12

    Desporto

    A uma semana das eleições, Luís Figo desistiu da candidatura à presidência da FIFA. O antigo internacional português compara o organismo máximo do futebol mundial a uma ditadura e diz que estas eleições não são livres. Luis Figo afirma que o atual presidente, o suíço Joseph Blatter, não tem programa eleitoral, acrescenta que não há debates e que os candidatos não podem intervir nos congressos da FIFA, onde só Blatter tem direito a falar. Para o ex-jogador, este processo eleitoral é a entrega do poder absoluto ao atual presidente da FIFA, em que o futebol sai a perder. O anúncio de Figo surgiu horas depois do holandês Michael van Praag ter desistido. Na corrida estão agora apenas dois homens: o príncipe jordano Ali bin Al Hussein, e Joseph Blatter.