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Corrupção na FIFA

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Antigo vice-presidente da FIFA Jack Warner detido em Trinidad e Tobago

© Andrea De Silva / Reuters

O nome de Jack Warner constava numa lista de nove dirigentes ou ex-dirigentes e cinco parceiros da FIFA que "abusaram dos seus cargos de confiança para obter milhões de dólares em subornos", disse a procuradora-geral Loretta Lynch, em Nova Iorque. 

Jack Warner, de 72 anos, declarou a sua inocência no Facebook, mas mais tarde entregou-se às autoridades na sua nativa Trinidad e Tobago, tendo sido presente a tribunal em Porto of Spain, antes de um juiz estabelecer a sua fiança em 394.000 dólares, segundo a imprensa local. 

Não foi possível apurar se Warner passou a noite na prisão, segundo o Trinidad Express. 

"O Sr. Warner tem direito a um processo de extradição justo e tanto o Estado requerente como o requerido têm a intenção de respeitar as disposições do tratado para assegurar que os direitos do Sr. Warner são respeitados", disse o procurador-geral de Trinidad e Tobago em comunicado.

As autoridades dos EUA dizem que Warner usou o seu poder nos mais altos níveis da administração do futebol, desde o início de 1990 para ganho pessoal.

"Entre outras coisas, Warner começou a solicitar e aceitar subornos em conexão com seus deveres oficiais, incluindo a seleção do país anfitrião para os mundiais de futebol, realizados em 1998 (França) e 2010 (África do Sul), nos quais participou como membro da comissão executiva da FIFA", refere a acusação.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos indiciou nove dirigentes ou ex-dirigentes e cinco parceiros da FIFA, acusando-os de conspiração e corrupção nos últimos 24 anos, num caso em que estarão em causa subornos no valor de 151 milhões de dólares (quase 140 milhões de euros).

Entre os acusados estão dois vice-presidentes da FIFA, o uruguaio Eugenio Figueredo e Jeffrey Webb, das Ilhas Caimão e que é também presidente da CONCACAF (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caraíbas), assim como o paraguaio Nicolás Leoz, ex-presidente da Confederação da América do Sul (Conmebol).

Dos restantes dirigentes indiciados, além de Jack Warner, fazem parte o brasileiro José María Marín, membro do comité da FIFA para os Jogos Olímpicos Rio2016, o costarriquenho Eduardo Li, o nicaraguense Júlio Rocha, o venezuelano Rafael Esquivel e Costas Takkas, das Ilhas Caimão.

A FIFA suspendeu provisoriamente 11 pessoas de toda a atividade ligada ao futebol: os nove dirigentes ou ex-dirigentes indiciados e ainda Daryll Warner, filho de Jack Warner, e Chuck Blazer, antigo homem forte do futebol dos Estados Unidos, ex-membro do Comité Executivo da FIFA e alegado informador da procuradoria norte-americana, que já esteve suspenso por fraude. 

A acusação surge depois de o Ministério da Justiça e a polícia da Suíça terem detido Webb, Li, Rocha, Takkas, Figueredo, Esquivel e Marin na quarta-feira, num hotel de Zurique, a dois dias das eleições para a presidência da FIFA, à qual concorrem o atual presidente, o suíço Joseph Blatter, e Ali bin Al-Hussein, da Jordânia.

Simultaneamente, as autoridades suíças abriram uma investigação à atribuição dos Mundiais de 2018 e 2022 à Rússia e ao Qatar.

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