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Corrupção na FIFA

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Blatter recusa sair já da presidência da FIFA, como pediu Bruxelas

O presidente demissionário da FIFA, o suíço Joseph Blatter, rejeitou o pedido do Parlamento Europeu de deixar já o cargo, informou esta quinta-feira um porta-voz do organismo que tutela o futebol mundial.

O Parlamento Europeu pediu à FIFA que substitua "imediatamente" Joseph Blatter (na imagem) na presidência do órgão dirigente do futebol mundial e que adote reformas para combater a corrupção "generalizada e sistemática". (Arquivo)

O Parlamento Europeu pediu à FIFA que substitua "imediatamente" Joseph Blatter (na imagem) na presidência do órgão dirigente do futebol mundial e que adote reformas para combater a corrupção "generalizada e sistemática". (Arquivo)

© Arnd Wiegmann / Reuters

"A FIFA está perplexa com a resolução do Parlamento Europeu (...). O presidente da FIFA já decidiu abandonar o seu mandato num congresso eletivo extraordinário", disse o porta-voz.

O Parlamento Europeu (PE) pediu hoje à FIFA que substitua "imediatamente" Joseph Blatter na presidência do órgão dirigente do futebol mundial e que adote reformas para combater a corrupção "generalizada e sistemática".

Numa resolução aprovada por votação de braço no ar, os eurodeputados sustentam ainda que a atribuição da realização dos campeonatos mundiais de 2018 e 2022 deve ser invalidada se surgirem provas de que essa atribuição resultou de atividades corruptas.  

"A FIFA funcionou durante vários anos como uma organização inimputável, opaca e manifestamente corrupta", diz o PE, apelando a reformas radicais da estrutura e das práticas da FIFA e a uma política de "tolerância zero" relativamente à corrupção no desporto.

O futebol, o desporto mais popular no mundo, "não pode ver a sua reputação manchada por esta cultura da corrupção, sendo necessário protegê-lo contra a situação atual vivida na FIFA e não deixar que esta o estigmatize", sustentam os deputados europeus.

A resolução foi preparada em conjunto pelos sete grupos políticos parlamentares e apela à FIFA que escolha "de uma forma transparente e inclusiva, um líder interino apropriado para substituir imediatamente Joseph Blatter".

O escândalo na FIFA rebentou quando, a 27 de maio, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos indiciou nove dirigentes ou ex-dirigentes e cinco parceiros da FIFA, acusando-os de associação criminosa e corrupção nos últimos 24 anos, num caso em que estarão em causa subornos no valor de 151 milhões de dólares (quase 140 milhões de euros).

A acusação surgiu depois de o Ministério da Justiça e a polícia da Suíça terem detido sete membros da FIFA, num hotel de Zurique.

Dois dias depois, apesar do escândalo, Joseph Blatter, de 79 anos, foi reeleito para um quinto mandato à frente do organismo, mas acabou por se demitir.

As próximas eleições para a FIFA deverão ocorrer entre dezembro de 2015 e março de 2016.
Lusa
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