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Corrupção na FIFA

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Coca-Cola e McDonalds pedem demissão imediata de Blatter

Dois dos principais patrocinadores da FIFA, a Coca-Cola e a McDonalds, exigiram esta sexta-feira a demissão imediata do presidente do organismo, o suíço Joseph Blatter, mas o advogado deste já afirmou que não o fará.

De acordo com aquelas duas empresas, a FIFA tem que tomar medidas imediatas para mostrar que está a trabalhar seriamente nas reformas, após o escândalo de corrupção que a abalou. (Arquivo)

De acordo com aquelas duas empresas, a FIFA tem que tomar medidas imediatas para mostrar que está a trabalhar seriamente nas reformas, após o escândalo de corrupção que a abalou. (Arquivo)

© Arnd Wiegmann / Reuters

As duas companhias pediram a demissão de Blatter justificando que esta restauraria a confiança na FIFA, organismo que rege o futebol mundial e que tem estado envolvido num escândalo de corrupção.

De acordo com aquelas duas empresas, a FIFA tem que tomar medidas imediatas para mostrar que está a trabalhar seriamente nas reformas, após o escândalo de corrupção que a abalou.

Em resposta às pretensões dos dois patrocinadores, nomeadamente à Coca-Cola, o advogado de Joseph Blatter fez saber que este não se demitirá.

"Se a Coca-Cola é um patrocinador importante da FIFA, o senhor Blatter está, apesar de todo o seu respeito, em desacordo com a sua posição. Ele não vai demitir-se", revela, em comunicado, Richard Cullen, advogado de Blatter.

A FIFA foi abalada por um escândalo de corrupção em maio, a dois dias da reeleição de Blatter, num processo aberto pela justiça dos Estados Unidos e que levou a acusações a 14 dirigentes e ex-dirigentes.

No início de junho, Blatter, de 79 anos, apresentou a demissão, abrindo o caminho para novas eleições, marcadas para 26 de fevereiro, mas manteve-se no cargo até que seja realizado o ato eleitoral.

Além de Platini, são também candidatos à presidência da FIFA o príncipe jordano Ali bin Al Hussein, antigo vice-presidente do organismo, o sul-coreano Chung Mong-Joon, também antigo vice-presidente da FIFA, e o ex-futebolista brasileiro Zico.

Lusa

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