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Corrupção na FIFA

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Platini rejeita alegações e promete fazer valer os seus direitos

O presidente da UEFA, Michel Platini, rejeitou esta quinta-feira totalmente as alegações que lhe foram imputadas pela Comissão de Ética da FIFA e que determinaram a sua suspensão, por 90 dias, de todas as atividades ligadas ao futebol.

"Estou mais determinado do que nunca em fazer valer os meus direitos nas instâncias jurídicas competentes", referiu Platini. (Arquivo)

"Estou mais determinado do que nunca em fazer valer os meus direitos nas instâncias jurídicas competentes", referiu Platini. (Arquivo)

© Eric Gaillard / Reuters

"Rejeito integralmente as alegações que me são imputadas e que se baseiam em simples aparências jurídicas, que são, elas próprias, de uma imprecisão surpreendente", escreveu Platini no depoimento que assinou, em reação à decisão da Comissão de Ética de o castigar.

Segundo o dirigente francês, o texto acusatório em que se sustenta o castigo limita-se a indicar uma violação do código de ética da FIFA que "parece ter sido cometida" e a acrescentar que a comissão "não pode no imediato tomar uma decisão sobre a natureza dessa violação".

Platini confessa sentir "uma revolta profunda, mais do que um sentimento de injustiça ou de vingança", por aquilo que qualifica como "uma farsa" e recusa a acreditar que se trata de "uma decisão política para manchar uma vida dedicada ao futebol ou para destruir a candidatura à presidência da FIFA" que protagoniza.

"Estou mais determinado do que nunca em fazer valer os meus direitos nas instâncias jurídicas competentes", referiu Platini, que prometeu se empenhar "com a plenitude das convicções" que o movem no sentido de "fazer vingar a boa-fé" que assume em todo este processo.

No seu depoimento diz ainda sentir-se "encorajado pelas mensagens de apoio que tem recebido todos os dias" por parte das federações nacionais que são membros da UEFA e de outras confederações que o incitam "a prosseguir o trabalho ao serviço dos interesses gerais do futebol", garantindo que "nada o fará desviar desse propósito".

O presidente da FIFA, o suíço Joseph Blatter, e o presidente da UEFA, Michel Platini, foram hoje suspensos provisoriamente por 90 dias pelo Comité de Ética do organismo que rege o futebol mundial.

Blatter e Platini - que é candidato a suceder ao suíço na presidência da FIFA, nas eleições marcadas para 26 de fevereiro de 2016 - foram suspensos em consequência da implicação no escândalo de corrupção que atingiu a instituição.

O secretário-geral da FIFA, o francês Jérôme Valcke, foi suspenso provisoriamente por 90 dias, e o sul-coreano Chung Mong-Joon, que também já assumiu a candidatura à sucessão de Blatter na presidência do organismo, foi suspenso por seis anos e multado em 100.000 francos suíços (perto de 91.000 euros).

O comunicado emitido pela Comissão de Ética da FIFA indica que as suspensões provisórias impostas aos três dirigentes entram em vigor de imediato e podem ser prolongadas, desde que esse período adicional não exceda 45 dias.

Lusa

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