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Corrupção na FIFA

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Blatter acusa Platini, Inglaterra e EUA de promoverem a sua queda

O presidente demissionário da FIFA, o suíço Joseph Blatter, acusou hoje o francês Michel Platini, presidente da UEFA, a Inglaterra e os Estados Unidos de estarem por trás da sua queda no organismo regulador do futebol mundial.

Christophe Ena

"No princípio era apenas um ataque pessoal, Platini contra mim, mas, depois, tornou-se político", disse Blatter, que está suspenso provisoriamente por 90 dias pelo Comité de Ética da FIFA, em entrevista à agência noticiosa russa Tass.

Blatter defendeu que depois entraram em cena os países que perderam a organização dos dois próximos mundiais: a Inglaterra, derrotada pela Rússia na corrida ao campeonato de 2018, e os Estados Unidos, batidos pelo Qatar na votação para a organização do torneio em 2022.

"O Campeonato do Mundo de futebol e o presidente da FIFA são uma simples bola no jogo entre as superpotências", observou o dirigente suíço, acusando Platini de querer ser presidente do organismo, mas "sem ter tido a coragem de avançar" contra si em anteriores eleições.

Tal como Blatter, também Platini e o secretário-geral da FIFA, o francês Jérôme Valcke, foram suspensos provisoriamente por 90 dias pelo Comité de Ética da FIFA a 08 de outubro, por implicação no escândalo de corrupção que atingiu a instituição.

Na base das suspensões decididas pelo Comité de Ética estão os inquéritos que decorrem no próprio órgão da FIFA, ainda que vários outros responsáveis do organismo mundial estejam também a ser investigados pelas autoridades suíças e norte-americanas.

A 25 de setembro, o Ministério Público suíço instaurou um processo criminal a Blatter, que foi interrogado na qualidade de arguido, por suspeita de gestão danosa, apropriação indevida de fundos e abuso de confiança.

Platini foi ouvido na qualidade de testemunha e acabou por ser implicado no processo, por ter recebido de Blatter um pagamento ilegal, feito "em prejuízo da FIFA", no valor de dois milhões de francos suíços (perto de 1,8 milhões de euros).

A FIFA foi abalada por um escândalo de corrupção em maio, a dois dias da reeleição de Blatter, num processo aberto pela justiça dos Estados Unidos e que levou à acusação de 14 dirigentes e ex-dirigentes.

No início de junho, Blatter apresentou a demissão, abrindo o caminho para novas eleições, que foram marcadas para 26 de fevereiro de 2016.

Lusa

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