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José Maria Marín aceita extradição para EUA no processo de corrupção FIFA

O brasileiro José Maria Marín, antigo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), aceitou a sua extradição para os Estados Unidos, revelou hoje o Ministério Federal da Justiça da Suíça.

José Maria Marín, antigo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF)

José Maria Marín, antigo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF)

© Jorge Adorno / Reuters

José Maria Marín encontra-se detido na Suíça desde o final de maio, no processo de corrupção que abalou a FIFA pouco antes das eleições do organismo máximo do futebol mundial.

Com este consentimento, o governo suíço já procedeu à autorização da extradição mediante um processo simplificado, mas indicou que não revelará qual a data de saída do ex-dirigente.

O brasileiro, de 83 anos, faz parte do grupo dirigentes e ex-dirigentes da FIFA detidos em Zurique e suspeitos de terem aceitado luvas de mais de 100 milhões de dólares (mais de 90 milhões de euros).

O pedido formal de extradição, transmitido à Suíça pela justiça norte-americana a 01 de julho, é fundamentado com um mandado de prisão emitido a 20 de maio pelo distrito de Nova Iorque.

Marín é suspeito de ter aceitado, juntamente com outros dirigentes, dinheiro para favorecer a atribuição dos direitos de 'marketing' das Taça América de 2015, 2016, 2019 e 2023, e da Taça do Brasil de 2013 e 2022.

Inicialmente, o ex-presidente da CBF opôs-se à extradição, mas acabou por consenti-la na terça-feira.

Dos detidos em maio, Jeffrey Webb, originário das Ilhas Caimão e antigo vice-presidente da FIFA, aceitou a sua extradição para os Estados Unidos em julho.

Os outros responsáveis da FIFA detidos mantêm a recusa em serem extraditados, indicando que irão recorrer para o tribunal penal Federal, o que já aconteceu com Eugenio Figueredo e Rafal Esquivel.

A 15 de outubro, a justiça suíça autorizara a extradição para os Estados Unidos do nicaraguense Júlio Rocha, também um dos sete dirigentes da FIFA detidos no final de maio em Zurique.

A Nicarágua também tinha pedido a extradição do dirigente, detido desde 27 de maio, o que foi aceite pela Suíça, mas apenas se os Estados Unidos não evocassem prioridade, o que acabou por acontecer.

A partir de setembro, as autoridades helvéticas deram o seu aval à extradição a mais quatro dirigentes: Rafael Esquivel, antigo presidente da Federação venezuelana e membro executivo da Confederação sul-americana (CONMEBOL), o uruguaio Eugenio Figueredo, antigo vice-presidente da CONMEBOL e vice-presidente da FIFA, Eduardo Li, antigo presidente da Federação da Costa Rica, e o britânico Costas Takkas, antigo adjunto do presidente da Confederação da América do Norte, Central e Caraíbas.

RPM // VR

Lusa/fim

NewsSubjects:- Desporto - Futebol - corrupção

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