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Corrupção na FIFA

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Comité Executivo da FIFA aprova limitação de mandatos para 12 anos

A FIFA aprovou esta quinta-feira por unanimidade um projeto de limitação de mandatos acumulados para 12 anos, para o presidente e membros do Comité Executivo, e a transparência dos salários dos principais dirigentes.

(Arquivo)

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© Arnd Wiegmann / Reuters

Em comunicado, o organismo que rege o futebol mundial explicou que estas medidas, tomadas pelo Comité Executivo, fazem parte de um programa de reformas destinado a "restabelecer a credibilidade", depois dos recentes escândalos de corrupção.

Para entrar em vigor, a limitação de mandatos, a transparência de salários e outras medidas de "controlo de integridade e reequilíbrio dos poderes da FIFA" terão que ser aprovados pelos 209 membros das federações no congresso extraordinário, que está agendado para 26 de fevereiro no próximo ano.

O organismo foi abalado por um escândalo de corrupção em maio, a dois dias da reeleição de Joseph Blatter como presidente do organismo máximo do futebol mundial, num processo aberto pela justiça dos Estados Unidos e que levou à acusação de 14 dirigentes e ex-dirigentes.

No início de junho, Blatter apresentou a demissão, abrindo o caminho para novas eleições, que foram marcadas para 26 de fevereiro de 2016.

A 25 de setembro, o Ministério Público suíço instaurou um processo criminal a Blatter, que foi interrogado na qualidade de arguido, por suspeita de gestão danosa, apropriação indevida de fundos e abuso de confiança.

A 8 de outubro, Blatter, o secretário-geral da FIFA, o francês Jérôme Valcke, e o presidente da UEFA, o também francês Michel Platini, foram suspensos provisoriamente por 90 dias pelo Comité de Ética da FIFA, por implicação no escândalo de corrupção que atingiu a instituição.

Na base das suspensões estão os inquéritos que decorrem no próprio órgão da FIFA, ainda que vários outros responsáveis do organismo mundial estejam também a ser investigados pelas autoridades suíças e norte-americanas.

Lusa

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