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Corrupção na FIFA

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Vice-presidente suspenso da FIFA fica em prisão domiciliária e tem de pagar caução

O ex-presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) Juan Angel Napout, ouvido na terça-feira pela justiça norte-americana, vai aguardar em prisão domiciliária o processo de investigação contra si, além de pagar uma fiança de 20 milhões de dólares. O paraguaio, vice-presidente suspenso da FIFA, tinha sido extraditado para os Estados Unidos e começou a ser ouvido num tribunal em Nova Iorque na terça-feira, no âmbito do escândalo que abalou o organismo que tutela o futebol mundial.

Juan Angel Napout, ex-presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol).

Juan Angel Napout, ex-presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol).

© Lucas Jackson / Reuters (Arquivo)

Detido a 3 de dezembro em Zurique, Napout aceitou a sua extradição para os Estados Unidos, apesar de numa primeira audição judicial após a sua detenção ter recusado deixar a Suíça.

No mesmo dia foi também detido o vice-presidente da FIFA Alfredo Hawit e confirmada pelo Departamento de Justiça norte-americano a existência de 16 novos acusados no âmbito do caso, oito dos quais admitiram a sua implicação.

Na audição de terça-feira, que durou cerca de 45 minutos, Napout foi confrontado com suspeitas de conspiração, branqueamento de capitais e fraude.

No final desta audição, ficou determinado que Napout aguardará o decorrer da investigação em prisão domiciliária, tendo de pagar uma caução 'milionária' de 20 milhões de dólares (cerca de 18,2 milhões de euros).

Desse valor, Napout terá de pagar já hoje metade, sete milhões até sexta-feira e os restantes três avaliados em bens arrestados.

A FIFA foi abalada por um escândalo de corrupção em maio, a dois dias da reeleição de Joseph Blatter como presidente do organismo máximo do futebol mundial, num processo aberto pela justiça dos Estados Unidos e que levou à acusação de 14 dirigentes e ex-dirigentes.

No início de junho, Blatter apresentou a demissão, abrindo o caminho para novas eleições, que foram marcadas para 26 de fevereiro de 2016.

A 25 de setembro, o Ministério Público suíço instaurou um processo criminal a Blatter, que foi interrogado na qualidade de arguido, por suspeita de gestão danosa, apropriação indevida de fundos e abuso de confiança.

A 8 de outubro, Blatter, o secretário-geral da FIFA, o francês Jérôme Valcke, e o presidente da UEFA, o também francês Michel Platini, foram suspensos provisoriamente por 90 dias pelo Comité de Ética da FIFA, por implicação no escândalo de corrupção que atingiu a instituição.

Na base das suspensões estão os inquéritos que decorrem no próprio órgão da FIFA, ainda que vários outros responsáveis do organismo mundial estejam também a ser investigados pelas autoridades suíças e norte-americanas.

Lusa

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