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George Michael 1963-2016

George Michael 1963-2016

George Michael 1963-2016

Banda de George Michael estreou pop-rock na China em 1985

A morte de George Michael suscitou na China memórias do histórico concerto dos Wham! em Pequim em 1985, no primeiro espetáculo do género após décadas de isolamento cultural sob a governação do líder comunista Mao Zedong.

Cerca de dez mil chineses esperaram durante horas para comprar os bilhetes, que na altura custaram cinco yuan (68 cêntimos de euro), para o espetáculo realizado no Ginásio do Povo, no nordeste de Pequim.

"Foi a primeira vez que uma banda ocidental atuou na China, toda a gente se queria levantar e fazer barulho", contou à Associated Press Li Ji, o proprietário de um restaurante que esteve no concerto.

"Mas havia tantos polícias, que ninguém se atrevia", recorda.

Simon Napier-Bell, o representante do grupo, passou 18 meses a persuadir as autoridades chinesas a permitir a atuação do grupo, utilizando o argumento de que o espetáculo iria ajudar a trazer investimento estrangeiro para o país.

A China tinha acabado de adotar a política de reforma e abertura, pondo termo a décadas de ortodoxia maoista.

A polícia manteve os espetadores sentados, enquanto aqueles que se levantavam para dançar eram levados para fora da sala.

O grupo influenciou também vários músicos chineses, que nunca antes tinham visto uma atuação ao vivo com guitarras elétricas e passaram a interessar-se por Rock and Roll.

Entre eles destaca-se Cui Jian, um antigo trompetista da Orquestra Filarmónica de Pequim, que se viria a tornar o "pai do rock chinês".

Durante a Revolução Cultural (1966-1976), o rock esteve banido da China, por ser considerado "reacionário" e "burguês".

Aquele género de música começou a ganhar adeptos entre a juventude chinesa na década seguinte, sobretudo através de bandas de Hong Kong, então sob domínio britânico, e cassetes que chegavam ao país via diplomatas ou estudantes estrangeiros.

A televisão estatal CCTV passou hoje alguns momentos do concerto dos Wham! em Pequim, que recordou como tendo sido "impressionante".

Lusa

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