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Queda do BES

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Salgado diz que não pediu favores nas reuniões com políticos

O antigo líder do BES Ricardo Salgado disse esta quinta feira no parlamento que nas reuniões que manteve com políticos em 2014 não pediu favores mas procurou alertar os responsáveis para o "risco sistémico" que a queda do banco poderia causar.

(Lusa/Arquivo)

"Não fui pedir qualquer favor", sinalizou o ex-banqueiro, acrescentando que procurou nas reuniões com responsáveis políticos - casos do Presidente da República e do primeiro-ministro, entre outros - garantir "apoio institucional" para o BES e alertar para um eventual "risco sistémico".

"Infelizmente não estava enganado", prosseguiu Salgado, que falava na comissão de inquérito à gestão do caso BES e Grupo Espírito Santo (GES).

A exposição inicial de Ricardo Salgado teve cerca de uma hora, tendo arrancado pelas 15:10, ao passo que 60 minutos depois arrancou o primeiro bloco de perguntas, cabendo ao PSD, e ao deputado Carlos Abreu Amorim, fazer as primeiras questões.

A comissão de inquérito teve a primeira audição a 17 de novembro passado e a audição de hoje de Salgado é a primeira repetição nesta comissão.

A última audição prevista para a comissão de inquérito é a da ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, que prestará novo depoimento perante os deputados na próxima quarta-feira. 

Os trabalhos dos parlamentares têm por objetivo "apurar as práticas da anterior gestão do BES, o papel dos auditores externos e as relações entre o BES e o conjunto de entidades integrantes do universo do GES, designadamente os métodos e veículos utilizados pelo BES para financiar essas entidades".

Lusa
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