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Lesados do BES terminam protesto em Braga em frente ao tribunal

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Cerca de uma centena de lesados com a compra de papel comercial aos balcões do BES, que hoje se manifestaram em Braga, terminaram o protesto em frente ao Tribunal Fiscal e Administrativo, num "gesto simbólico".

LUSA/ HUGO DELGADO

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O grupo de lesados com a compra de papel comercial do Grupo Espírito Santo (GES) aos balcões do Banco Espírito Santo (BES) percorreu hoje o centro de Braga, manifestando-se em frente a várias instituições bancárias.


Os manifestantes pararam ainda em frente à delegação do Banco de Portugal para exigir a demissão do governador da instituição, afirmando que, segundo as conclusões do inquérito parlamentar, Carlos Costa "teve culpas" no "descalabro" do BES.

Em declarações à agência Lusa, o vice-presidente da Associação dos Indignados e Enganados do Papel Comercial, Alberto Neves, explicou que as manifestações vão continuar até que "todos" sejam restituídos do que lhes foi "roubado", mas alertou que não devem ser os contribuintes a "arcar" com o prejuízo.


"O que os deputados disseram deu-nos um novo alento. No fundo deram-nos razão. O senhor Carlos Costa tem culpas neste processo e deve sair da instituição", defendeu.


O grupo reclamou o "reembolso do dinheiro que tinha no banco" e que, garantiu, "nunca foi para comprar papel comercial do BES", reivindicando ainda que seja "acionada a provisão" que afirma existir.


"Não queremos que sejam os contribuintes a arcar com a responsabilidade, tem de ser o Banco de Portugal, havia uma provisão para isto", explicou Alberto Neves.


O grupo percorreu o centro da cidade deixando autocolantes nas paredes e nos vidros de estabelecimentos comerciais a exigir que lhes paguem o que dizem ser-lhes devido e parou em frente a várias instituições bancárias.


"A culpa é de todos, no fundo. O que aconteceu ao BES pode acontecer aos outros se ninguém fizer nada", afirmou António Costa, um dos manifestantes.


A manifestação terminou em frente ao Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga.


"É uma paragem simbólica porque isto agora foi para os tribunais, cabe à justiça prenunciar-se", referiu o vice-presidente da associação.


Os manifestantes deixaram ainda a garantia de que esta não será a "única nem a última" manifestação.


"Vai haver muitas mais por este país. Nós temos a razão do nosso lado. O povo também está do nosso lado e não nos vamos calar", assegurou o responsável pela referida associação.


Lusa
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