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Queda do BES

PCP quer que ministra das Finanças expliqueperdão de 85M€ ao Novo Banco

PCP quer que ministra das Finanças expliqueperdão de 85M€ ao Novo Banco

O PCP acusa o Governo de usar a lei de serviços mínimos bancários para conceder um perdão de 85 milhões de euros em impostos ao Novo Banco. João Oliveira entende que o Executivo está a ultrapassar todas as regras e vai, por isso, chamar a ministra das Finanças ao Parlamento.

Em conferência de imprensa, o líder parlamentar comunista, João Oliveira, anunciou que o PCP vai pedir a presença da ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, na comissão de Orçamento e Finanças, para explicar todo o processo.

Em causa está a discussão na quarta-feira na comissão de Orçamento do diploma sobre serviços mínimos das contas bancárias, no qual os comunistas dizem que a maioria está tentar introduzir legalidade retroativa para a atribuição dos benefícios fiscais.

"O PCP já tinha denunciado esta questão em dois momentos, na comissão inquérito no BES, por outro lado, no último debate quinzenal, em que o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, confrontou o primeiro-ministro, que recusou qualquer perspetiva de ilegalidade ou de benefício concedido ao Novo Banco", afirmou João Oliveira.

O presidente da bancada do PCP sustentou que "o estatuto dos benefícios fiscais foi a primeira justificação que o Governo encontrou para a atribuição de benefícios fiscais ao Novo Banco, com um despacho de um secretário de Estado".

Segundo João Oliveira, "o Governo percebeu entretanto que o estatuto dos benefícios fiscais não permite atribuir às instituições de crédito estas isenções e, por isso, criou uma lei feita à medida, que alterava o regime geral das instituições de crédito e sociedades financeiras".

"Só que a lei chegou tarde porque os factos tributários a que se aplicava eram anteriores. O Governo está agora a procurar, a cavalo da lei dos serviços mínimos das contas bancárias, dar retroatividade a estas alterações ao regime geral de instituições de crédito para que possa ter cobertura legal o que fez ilegalmente ao atribuir estes 85 milhões de euros de benefícios fiscais ao Novo Banco", expôs.

Com Lusa
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